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Coronel Barreto vai para a reserva remunerada, deixa o comando da 6ª RPM e assina ficha no Podemos

Depois de 37 anos, ele encerra a sua carreira como policial
Coronel Barreto vai para a reserva remunerada, deixa o comando da 6ª RPM e assina ficha no Podemos
Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 04/04/2020 às 20:01

O coronel Cosme Manique Barreto não é mais o comandante da 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM). Ele assinou nessa sexta-feira, dia 3, a sua reserva remunerada e encerra sua carreira militar depois de 37 anos de atividade. Em conversa com o Portal Engeplus, Barreto avaliou a sua passagem à frente da 6ª RPM e falou sobre o futuro. Logo após assinar a aposentadoria, ele se filiou ao Podemos e possui o desejo de concorrer às eleições de 2020.

A saída do comando foi de maneira silenciosa, em meio a uma semana difícil para os policiais da 6ª RPM. Além dos trabalhos constantes em meio a uma pandemia do coronavírus, o efetivo policial da região perdeu nesta semana um dos seus profissionais, o cabo João Batista Figueira Ribeiro, de 41 anos, morto enquanto atendia uma ocorrência.

Por conta da idade, ele precisaria, de qualquer forma assinar a reserva remunerada no segundo semestre, com manda as regras da PM em Santa Catarina. Só que resolveu antecipar a parada. “Encerro minha carreira com dois corações, podemos dizer assim. Ao mesmo tempo que é muito emocionante, por tudo que construí, saí em um momento de situações intensas. No final a razão precisou vencer a emoção. Chega uma hora vemos o nosso desgaste e enxergamos que é melhor parar”, avaliou.

A carreira militar de Barreto começou ainda em 1982, quando ingressou, na época, no vestibular para ingressar na corporação. Como aspirante, passou por cidades como Balneário Camboriú, Rio do Sul e Lages. Em Criciúma começou a consolidar sua carreira. Trabalhando já como militar, fez parte dos efetivos policiais criciumenses e de municípios como Içara, Sombrio, Tubarão, Laguna e Chapecó.


Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Portal Engeplus

Antes de assumir a 6ª RPM, em 2015, já havia tido experiências de comando. Na década de 90 esteve à frente do pelotão de Içara e de companhia interna do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), de Criciúma. Em 2003, foi levado ao comando da 2ª Companhia de Polícia Militar de Sombrio. Lá ficou até 2006, quando voltou a Criciúma para assumir o 9º BPM.

No ano de 2007 comandou o 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), de Tubarão, em 2010 o batalhão de Laguna, em 2011 novamente no comando do batalhão de Içara e chegou ao comando do batalhão de Chapecó em 2015. “Fui levado para o Oeste por conta de mudanças internas e devido ao alto índice de criminalidade em Chapecó. Naquele ano conseguimos reduzir 38% a criminalidade na cidade. Até que em 2016, no dia 22 de setembro assumi a 6ª RPM onde fiquei até hoje”, contou.

Missão cumprida e o futuro na política

O agora ex-comandante, em uma avaliação do seu trabalho, deixa o posto mais alto da PM regional com o sentimento de missão cumprida. “Acho que deixo a 6ª RPM em um momento excepcional. Conseguimos fazer uma boa gestão financeira, de equipamentos e, principalmente, de pessoas. Em uma área onde não conseguimos dar aumento salarial por conta própria, saber lidar com as pessoas e ter a confiança dos policiais é uma tarefa difícil. Acho que consegui alcançar esse objetivo”, analisou.

Aproveitando os primeiros dias de aposentadoria, Barreto vem se movimentando para definir seu futuro. Ele já era especulado como um dos nomes para concorrer às eleições de 2020. A ficha de filiação ao Podemos está assinada e agora os próximos passos do planejamento serão dados.

“Ainda não sei dizer se será majoritária ou não. Estamos alinhando, devemos fazer algum anúncio nos próximos 15 dias. É uma intenção, sim (disputar as eleições). Vamos ver o que melhor será apresentado para depois confirmar”, desviou o ex-policial militar.

Na tarde deste sábado, dia 4, Barreto recebeu a visita do comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Araújo Gomes, que parabenizou o ex-comandante da 6ª RPM pela trajetória dentro da corporação.