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Coronavírus: catarinenses contam como está a situação na Europa

Países do Velho Continente já registraram casos da doença
Coronavírus: catarinenses contam como está a situação na Europa
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 28/02/2020 às 10:02

O Ministério da Saúde confirmou nessa semana o primeiro caso de um brasileiro infectado pelo vírus causador do novo coronavírus (Covid-19). Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. A reportagem do Portal Engeplus conversou com três mulheres do Sul de Santa Catarina e que estão morando na Europa. 

Natália Sartor Zanette, natural de Criciúma, mora há sete anos na Espanha. No país já foram registrados dez casos de coronavírus. “Todos os dias temos novas notícias em relação ao coronavírus. O Ministério da Saúde informa a população dos casos e também as providências que estão sendo tomadas”, conta. 

“O governo não tomou nenhuma medida drástica até esta quinta-feira, só cuidados pessoais que vêm de zonas afetadas como nos aeroportos. Os cuidados indicados são para usar máscaras e álcool em gel”, explica Natália. 

A criciumense relata que tudo está fluindo normalmente. “Todos os supermercados e lojas estão abertos. Tudo normal, mas as mercadorias que vem da China pelo porto estão bloqueadas devido ao coronavírus”, afirma. 

Forquilhinhense relata situação na Alemanha 

Natural de Forquilhinha, Mirian Heerdt de 24 anos é estudante e está morando na Alemanha há um ano, na cidade de Heilbronn. No país já foram registrados 18 casos de coronavírus e a forquilhinhense comenta sobre a situação. “Temos algumas notícias meio espalhadas sobre o coronavírus e as pessoas do meu convívio comentam sobre alguns cuidados, mas nada que nos deixe alarmados. Tivemos alguns registros recentes de casos no estado, inclusive essa semana no dia 26.  Ocorreu em uma cidade próxima a minha, são duas pessoas que estavam viajando na Itália. Não vejo muito movimento do governo quanto a isso, nem do seguro saúde”, explica.

“Em particular eu cuido da relação com álcool em gel e o básico nesses casos de contaminação do vírus, mas nada de máscara. Vi algumas pessoas dentro dos aeroportos utilizando, mas são poucos que tomam essa medida”, detalha.

Mirian conta que existem recomendações sobre viagens. “Não são recomendações diretamente do governo. As empresas tomam precauções para quem está voltando de férias de alguns países específicos, como a Itália e suas regiões específicas com casos de coronavírus. Mas nós mesmo moradores daqui escolhemos onde viajar dependendo da situação. Eu teria um congresso na Turquia, porém foi cancelado devido ao coronavírus”, afirma. A forquilhinhense relata que não percebeu nenhuma mudança em relação ao comércio e supermercados na Alemanha. 
 
Itália 
 
A criciumense Vanir Zeferino mora na Itália há 25 anos. Ela está na região de Milão. No país, já morreram 14 pessoas e número de casos chega a 528. “Estamos tomando os cuidados necessários. Mas a cidade está com um ar de tristeza muito grande e uma sensação de medo. O governo alarmou muito, mas é também para que não aumente a contaminação na população, porque as estruturas sanitárias seriam um problema”, relata. 
 
“As pessoas estão ficando com medo a cada dia que passa e, por isso, estão fazendo estoque de alimentos. Ainda bem que a cidade é grande e tem muitos supermercados. Fui fazer compras e muitos produtos não tem mais. As prateleiras estão vazias”, descreve. 
 
Vanir relata que muitas viagens foram canceladas. “Em 25 anos que moro aqui nunca vivi esse medo. Estamos passando um terror e está complicado”, finaliza. 

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