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Consumo de água na região cresce 30% durante quarentena, mas ainda não prejudica abastecimentos

Falta de água em algumas cidades aconteceram por conta de rompimentos na rede, diz Casan
Consumo de água na região cresce 30% durante quarentena, mas ainda não prejudica abastecimentos
Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom
Por Lucas Renan Domingos Em 26/03/2020 às 14:55

Bairros de Criciúma, Içara, Siderópolis, Maracajá e Nova Veneza foram algumas regiões que sentiram a falta de água nas torneiras nos últimos dias. Conforme a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), o consumo neste período de isolamento social, devido a pandemia do coronavírus, aumentou em aproximadamente 30%, mas essa elevação não é a causadora dos problemas pontuais de abastecimento.

“A Barragem do Rio São Bento está com o nível dois metros abaixo do vertedouro. Porém isso não impacta no abastecimento dos municípios. A quantidade que temos hoje no reservatório poderia abastecer a região por mais cinco meses sem um dia de chuva”, apontou o superintendente regional Sul da Casan, Gilberto Benedet.

Ele afirma que todas as regiões que ficaram sem água nos últimos dias sofreram com problemas de vazamentos ou rompimento das redes de distribuição. “Içara ficou sem água ontem (dia 25) o dia inteiro, por exemplo. Rompeu a principal adutora que leva água ao município. Nossas equipes trabalharam ontem durante todo o dia e solucionaram o problema. Está quase tudo normalizado, somente as unidades consumidoras que ficam nos locais mais altos ainda estão sentindo a falta de água, mas que deve normalizar em breve”, contou.

Uso consciente

Mesmo com os reservatórios trabalhando dentro de um nível aceitável, a Casan reforça o pedido para que os consumidores evitem o desperdício de água. “Estamos em uma situação controlada. Devemos ter chuva nos próximos dias, mas seguimos pedindo para que a população faça o uso correto da água. Evite lavar calçadas, carro, tente acumular o máximo de roupa possível para lavar junto”, indicou o superintendente.

Os municípios atendidos pela Casan na Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense também estão recebendo maior atenção. Na região não há barragem. “Lá estamos em estado de alerta, mas ainda não há desabastecimento. Estamos acompanhando”, contou Benedet.