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Confira os principais fatos que marcaram o ano que se encerra

Veja uma linha do tempo das notícias que mais repercutiram no inesquecível ano de 2020
Confira os principais fatos que marcaram o ano que se encerra
Por Lucas Renan Domingos Em 31/12/2020 às 12:05

No momento em que esta matéria está sendo publicada, o relógio mostra que falta pouco menos de 12 horas para o encerramento de 2020. Sim. Os 12 meses que pareciam intermináveis, para aqueles que seguem o calendário gregoriano, estão próximos de chegar ao fim. E que ano foi 2020. Muitos fatos dos últimos 366 dias (isto mesmo. Ainda foi ano bissexto, tendo um dia a mais) certamente está na sua lista de coisas que você deseja esquecer. Outros episódios você levará de aprendizado ou como uma boa recordação, um momento de superação. Mas é inegável que não há como esquecer totalmente 2020.

Os principais fatos no cenário local, estadual, nacional e até mesmo internacional foram reunidos pelo Portal Engeplus em uma retrospectiva. Na linha cronológica, de janeiro até dezembro, ao fim desta matéria, você, leitor poderá relembrar os principais acontecimentos de 2020. Nas mais variadas áreas, diversos acontecimentos marcaram o ano.

A verdade é que ninguém esperava por um 2020 tão desafiador, tão difícil. Os criciumenses, por exemplo, iniciaram janeiro comemorando 140 anos da cidade, marcado pela inauguração do Parque Centenário Prefeito Altair Guidi, mesmo ainda que com coisas a fazer. Em fevereiro, mês que Criciúma registrou 49ºC de sensação térmica, o Sul catarinense estava sendo representado em rede nacional pela araranguaense Letícia Prudêncio, participante do The Voice Kids.

Só que o segundo mês de 2020 já dava sinais do ano que estava por vir. Brasileiros moradores da China e da Europa acompanhavam de perto a expansão da Covid-19 e davam relatos aos que ainda aguardavam a chegada do vírus na América do Sul. E não demorou muito para o primeiro registro de caso positivo no Brasil, ocorrido no dia 26 daquele mês. O episódio ascendeu o sinal de alerta em Santa Catarina e principalmente no Sul do Estado.

A pequena Braço do Norte foi destaque nacional como uma das primeiras regiões do país a registrar contágio comunitário. O motivo que levou o governador Carlos Moisés declarar a quarentena. Todos em casa. Comércio, restaurantes, academias, igrejas. Tudo fechado. Funcionando? Apenas serviços essenciais. Março. O mês dos primeiros casos entre os catarinenses. Também da primeira morte. Criciúma teve seu primeiro, segundo, terceiro positivado. E, claro, os primeiros curados. Houve aqueles que foram para as janelas de suas casas e apartamentos e, como forma de agradecimento, aplaudiram os profissionais na linha de frente da Covid-19.

Em meio ao crescimento da pandemia, policiais militares criciumenses, que já haviam perdido o soldado Estevão Rovaris em um acidente de carro em janeiro, choravam a morte de mais um colega de farda. O cabo João Batista Figueira Ribeiro foi baleado durante uma operação no Renascer. Não resistiu. Morreu no primeiro dia de abril, mesmo mês que o acusado de cometer o crime foi morto em confronto com forças policiais.


Criciumenses aplaudiram profissionais da saúde na linha de frente do combate a pandemia - Vídeo: Amanda Ludwig/Portal Engeplus

Abril foi marcado pela primeira morte por Covid-19 em Criciúma. A vítima foi o empresário Evaldo Stopassoli. Naquele mês, enquanto o vírus fazia vítimas e sem poder abrir suas lojas, comerciantes protestaram pelo retorno das atividades em Santa Catarina. O presidente Jair Bolsonaro era mais um a apoiar a não paralização das empresas. Ganhou apoio de seus eleitores. Houve protestos espalhados pelo país, pedindo a reabertura da economia, inclusive em Criciúma. Como resposta aos catarinenses, o governador Carlos Moisés seguia irredutível nas flexibilizações. E acabou sendo ainda mais criticado.

A compra de respiradores fantasmas por mais de R$ 33 milhões, denunciada pelo site The Intercept, caiu como uma bomba no Governo do Estado, resultando na queda de secretários de confiança de Moisés e investigações, inclusive com busca e apreensão na Casa d’Agronômica. O escândalo, meses depois, virou alvo de processo de impeachment do governador, que ainda segue tramitando na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Já era maio quando Jaime Dal Farra surpreendeu. Entregou carta de renúncia do cargo de presidente do Criciúma e diss que a Gestão de Ativos (GA) não será mais a gestora do clube. Constantemente criticado, não suportou a pressão. “Se o problema era eu, agora venham e assumam o Criciúma”, desabafou em entrevista ao Portal Engeplus.


Em junho, empresário criciumense Roberto Angeloni perdeu a vida em um grave acidente na BR-101 - Foto: Divulgação/PRF

Junho foi mais um mês marcado por protestos. Não relacionados ao futebol, mas em prol de mais segurança para os ciclistas. A morte do adolescente Mateus Fernandes, de 13 anos, atropelado por um ônibus na avenida Centenário, desencadeou manifestações que pediam ciclovia na principal via da cidade, tema que virou promessa de políticos nas eleições de 2020. No mesmo mês, a Rede Angeloni perdeu um de seus gestores. Roberto Angeloni, filho de Antenor Angeloni, morreu em um grave acidente de carro na BR-101, em Biguaçu. E ainda no sexto mês do ano teve a nuvem de gafanhotos, que não causou grandes estragos no Brasil, mas assustou.

Julho começou com mais tragédia. Fortes rajadas de vento atingiram o litoral catarinense e provocaram estragos. O clima também ficou estranho na Prefeitura de Criciúma, com o Gaeco cumprindo mandados de busca e apreensão para investigação de supostas irregularidades em contratos de iluminação pública. Na BR-101 Sul, uma nova fase. A empresa CCR Via Costeira assumiu a gestão do trecho de mais de 220 quilômetros de rodovia entre Paulo Lopes e Passo de Torres. Os pedágios devem começar funcionar em março de 2021.

O mês sete de 2020 teve ainda o assassinato da sargento da Polícia Militar de Forquilhinha, Regiane Miranda, morta pelo ex-marido. Os casos de Covid-19 na Amrec dispararam, com mais de 200 positivados registrados em um único dia e a região entrando pela primeira vez para a classificação de nível gravíssimo. Agosto foi de muito frio. Neve na região serrana de Santa Catarina. Teve até flocos de gelo flagrados em cidades da Amrec. Em setembro, uma das partes da já comprometida Plataforma da Zona Sul de Balneário Rincão veio ao chão.

Em outubro, o auge do desrespeito às regras sanitárias de combate ao coronavírus. O feriado do dia 12 foi de aglomerações nas praias, principalmente em Imbituba, na Praia do Rosa, no mesmo momento em que a segunda onda de contágio da Covid-19 iniciava na Europa. E teve mais protestos em outubro. Desta vez, contra a violência transfóbica, depois que a transexual Rebeka Rodrigues foi golpeada mais de 30 vezes por dois homens com uma faca.

No mesmo mês, Daniela Reinehr se tornaria a primeira mulher a ser governadora de Santa Catarina, depois de desembargadores e deputados estaduais aprovarem o afastamento de Carlos Moisés por 180 dias. Não pelo caso dos respiradores, mas pelo aumento salarial dos procuradores do Estado.  A gestão de Daniela durou pouco, já que Moisés foi absolvido na segunda votação, em novembro, e retornou ao cargo.


Daniela Reinehr, a primeira mulher a governar Santa Catarina - Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Novembro que, além do mais, foi de movimentações na política. Mês de eleições. Em Criciúma, o prefeito Clésio Salvaro foi reeleito e conquistou mais de 72% dos votos. Ele acompanhou a apuração em casa, jogando pebolim e bilboquê. No dia 15 de novembro, os criciumenses também elegeram seus 17 vereadores, com uma mulher, Roseli De Lucca, sendo a mais votada.

Mas não seriam as eleições o principal fato de novembro. No último dia do mês, criminosos fortemente armados com fuzis de guerra sitiaram Criciúma, atiraram contra o batalhão da Polícia Militar e assaltaram o Banco do Brasil. Fugiram com aproximadamente R$ 80 milhões. Deixaram para trás cenas de terror que ganharam destaque em todo o Brasil e no mundo, tamanha organização do crime. A única vítima foi o soldado Jeferson Esmeraldino, baleado durante um rápido confronto com os assaltantes. Ele ainda está em tratamento na UTI.

Comandante do 9ºBPM fala sobre o ataque em Criciúma - Vídeo: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

E chegou dezembro, com notícias mais positivas. Nos primeiros dias, passaram a circular as informações das primeiras pessoas vacinadas contra a Covid-19 no mundo e o avanço dos estudos dos imunizantes no Brasil. O Criciúma, time da cidade, também pôde comemorar. Contentou-se com pouco, é verdade. Mas conseguiu fugir de um rebaixamento para a Série D. Enquanto o coirmão, o Próspera, comandado por Paulo Baier, retornou à elite do Campeonato Catarinense depois de 13 anos, com direito ao título da Série B estadual.

E até mesmo Carlos Moisés, que havia aparecido pouco em Criciúma nos primeiros anos de mandato, veio ao Sul do Estado com boas novas antes mesmo da chegada do Papai Noel no Natal. Anunciou investimentos para a região. Revitalização da rodovia Jorge Lacerda, liberação de recursos para construção do Centro de Inovação de Criciúma e também a construção da nova ponte sobre o Rio Araranguá. E assim encerraram os principais fatos do ano. Abaixo você confere uma linha do tempo com as notícias que mais repercutiram e os bons e ruins episódios ocorridos no Sul de Santa Catarina, no Estado e no Brasil.