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Celesc flagra 15 estabelecimentos comerciais de Criciúma realizando furto de energia

Prática é considerada crime inafiançável e pode acarretar de um a quatro anos de prisão
Celesc flagra 15 estabelecimentos comerciais de Criciúma realizando furto de energia
Foto: Mauricio Vieira/Secom
Por Lucas Renan Domingos Em 05/08/2020 às 13:20

Nas últimas duas semanas, o Núcleo Sul da Celesc realizou varredura em unidades consumidoras de Criciúma com o objetivo de detectar fraude em ligações de energia elétrica. Durante os trabalhos, a equipe técnica da empresa fiscalizou 20 estabelecimentos comerciais no município e em 15 deles, a maioria na região central, foram identificados furtos de energia.

As averiguações continuam nos próximos dias e também contam com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil, já que o desvio de energia elétrica é considerado crime inafiançável, com pena prevista de um a quatro anos de prisão. “Tribunais superiores entendem que configura também estelionato a adulteração no medidor de energia, de modo a registrar menos o consumo do que o real, conforme art. 171 do Código Penal, com pena de um a cinco anos”, afirmou a Supervisão Técnico Comercial (SPTC) da Celesc em resposta ao Portal Engeplus.

Além de ser uma prática ilegal, o furto também prejudica o fornecimento de energia elétrica para as demais unidades consumidoras. “A fraude, conhecida popularmente como ‘gato’, é um grande problema para as concessionárias de energia elétrica e para a sociedade. Além de representar prejuízo, acaba gerando uma sobrecarga no sistema previsto para atender aquela área, prejudicando também o cliente que paga a fatura de energia elétrica em dia”, informou a SPTC.

Somente no segundo trimestre de 2020, os trabalhos de averiguações da Celesc evitaram a perda de aproximadamente R$ 2,4 milhões para a empresa por conta de desvios em clientes de baixa tensão (residências, comércios e pequenas indústrias).