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Câmara vota hoje projeto que regulamenta a contratação de motoristas de ambulância

Texto prevê 16 vagas e salário inicial de R$ 1,9 mil para profissionais socorristas
Câmara vota hoje projeto que regulamenta a contratação de motoristas de ambulância
Foto: Fabrício Júnior/Decom
Por Thiago Hockmüller Em 18/05/2020 às 10:14

A Câmara de Vereadores de Criciúma vota nesta segunda-feira, dia 18, o projeto de lei que cria o cargo temporário de “motorista de ambulância - socorrista” para atuar durante o período de decretação de situação de emergência em saúde, decorrente da pandemia da Covid-19.

Esta foi a solução determinada pelo Paço Municipal depois do rompimento de contrato com a empresa contratada para fornecer motoristas de ambulâncias. O rompimento aconteceu após supostas irregularidades denunciadas pelo Ministério Público (MP) na contratação da empresa Master Vida Transportes e Atendimento de Pacientes Eireli. 

O projeto foi encaminhado à Câmara e prevê a abertura de 16 vagas temporárias para motoristas (socorristas) de ambulâncias. Como pré-requisito, é preciso possuir carteira de habilitação, categoria D ou E; possuir ensino médio completo; ser maior de 21 anos; ter recebido treinamento especializado, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro; possuir certificado do curso de Suporte Básico de Vida com, no mínimo, 8 horas; e não possuir pontuação maior ou igual a 21 pontos conforme legislação de trânsito durante os últimos doze meses.

Entre as atribuições, está conduzir veículo destinado ao transporte de pacientes infectados ou suspeitos de Covid-19. Também conhecer integralmente o veículo, estabelecer contato radiofônico (ou telefônico) com a central de regulação médica e seguir as orientações.  

“Conhecer a malha viária local; conhecer a localização de todos os estabelecimentos de saúde integrados ao sistema assistencial local, auxiliar a equipe de saúde nos gestos básicos de suporte à vida; auxiliar a equipe nas imobilizações e transporte de vítimas; realizar medidas de reanimação cardiorrespiratória básica; identificar todos os tipos de materiais existentes nos veículos de socorro e sua utilidade, a fim de auxiliar a equipe de saúde; zelar pela conservação e manutenção do veículo sob sua responsabilidade”, complementa o texto.

O salário inicial informado no projeto é de R$ 1,9 mil para uma carga horária de 12 horas ininterruptas por 36 horas de descanso. 

CTs sem ambulância

Desde que a denúncia do MP se tornou pública e o contrato com a empresa foi rompido, os Centros de Triagem (CTs) do município estão sem ambulância. No caso do CT do bairro Boa Vista a situação é ainda mais complicada. Em função da distância para o Hospital São José (HSJ), não há como realizar o transporte por meio de cadeiras de rodas, como é o caso do CT do Centro.

A falta de ambulância, por um longo período, pode acarretar o fechamento desses locais de atendimento e combate ao coronavírus.

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