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Ato pró-Bolsonaro marcado para o dia 15 de março está programado para acontecer em Criciúma

Evento será realizado na Rua da Gente, ao lado do Parque das Nações
Ato pró-Bolsonaro marcado para o dia 15 de março está programado para acontecer em Criciúma
Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Portal Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 26/02/2020 às 17:39 - Atualizado há 1 mês

Está marcado para acontecer no próximo dia 15 de março, em várias cidades do Brasil, um ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Manifestantes pretendem tomar as ruas com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional para que deputados e senadores aprovem diferentes propostas encaminhadas pelo Poder Executivo. A manifestação também está programada para acontecer em Criciúma.

O grupo Coalizão Conservadora está tomando a frente da organização do evento criciumense que acontecerá na Rua da Gente, ao lado do Parque das Nações. “Será uma manifestação popular como a que irá acontecer em outras cidades do Brasil. Criciúma é um dos maiores municípios de Santa Catarina, além de ter demonstrado um forte apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas últimas eleições”, afirmou Lucas Campos, membro da Coalizão Conservadora e um dos organizadores.

Segundo Campos, o principal intenção manifestação é “mostrar que o povo está junto com Bolsonaro”. “Não é um ato anticongressista. O presidente Jair Bolsonaro é democrático, está fazendo o que o povo pede. Quem é antidemocrático é o próprio Congresso que vota contra as vontades da população. Estão fazendo uma verdadeira patifaría”, afirmou.

Em Criciúma, a previsão é de que o ato tenha aproximadamente uma hora e meia de duração. “A manifestação não irá se deslocar. Vamos ficar concentrados o tempo inteiro na Rua da Gente”, completou Campos.


Arte de divulgação da manifestação divulgado pela Coalizão Conservadora

Contestações ao presidente

O ato pró-Bolsonaro que ocorrerá no dia 15 de março ganhou um episódio polêmico recentemente. Nessa terça-feira, dia 25, a jornalista Vera Magalhães publicou no blog BR Político uma mensagem compartilhada por Jair Bolsonaro no WhatsApp que convocava manifestantes para comparecerem ao ato em sua defesa.

A ação foi vista por políticos, principalmente os de oposição, como uma ação antidemocrática do presidente por apoiar as manifestações. Um dos que se manifestou foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. "Criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir", disse Maia.

O deputado estadual e criciumense Jessé Lopes , autodeclarado bolsonarista, afirmou que estará presente no ato em Criciúma e não enxerga o evento como anti-Congresso. "Será democrático como qualquer outra manifestação. Como tem os que fazem contra o presidente, faremos a favor. Como eleitores do Bolsonaro queremos que as reformas sejam aprovadas em muita costura. E é esta manifestação popular que vamos levar para a rua. Não tem nada a ver com anticongresso. Se fosse assim, o presidente nem precisava do povo nas ruas", analisou. 

Após o vazamento da mensagem, Jair Bolsonaro se defendeu no twitter. “Tenho 35 milhões de seguidores em minhas mídias sociais, com notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional. No WhatsApp, algumas dezenas de amigos onde trocamos mensagens de cunho pessoal. Qualquer ilação fora desse contexto são tentativas rasteiras de tumultuar a República”, escreveu.