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Após mais de duas horas em sinaleira na cidade de Criciúma, mulher consegue oportunidade de emprego

Ana Lucia dos Santos Ribeiro de 50 anos é moradora de Forquilhinha
Após mais de duas horas em sinaleira na cidade de Criciúma, mulher consegue oportunidade de emprego
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio Em 19/05/2020 às 09:14

Uma mulher de 50 anos conseguiu emprego após passar mais de duas horas com um cartaz pedindo uma chance para fazer faxina em uma sinaleira no bairro Pinheirinho, em Criciúma. Ela mora em Forquilhinha há cerca de quatro meses e pediu a oportunidade em um semáforo na avenida Centenário nessa segunda-feira, dia 18.

Ana Lucia dos Santos Ribeiro é natural de Porto Alegre e está morando no bairro Cidade Alta desde janeiro. Ela sempre trabalhou como diarista no estado vizinho e veio para o Sul de Santa Catarina em busca de mais oportunidades, porém com a chegada da pandemia do coronavírus ficou desamparada. Ela ainda ressalta que mora de aluguel com três filhos de 14, 15 e 18 anos e também com dois netos de 4 e 5 anos de idade. 

“O que sei fazer é faxina, é trabalhar como diarista. Preciso de um emprego em que eu trabalhe durante o dia e receba a noite, pois tenho muitas contas para pagar e também preciso alimentar meus filhos e netos. Sempre trabalhei desta maneira e não posso esperar 30 dias para receber um salário neste momento, pois eu estava sem nada em casa, porém recebi diversas doações de alimentos nessa segunda-feira [dia 18]. Muita gente me ligou e ajudou. Neste momento o que preciso mesmo são casas para limpar”, comenta. 

Ana relatou que veio para Santa Catarina porque possui três filhos que moram em Criciúma e em Porto Alegre estava muito perigoso. “Fui assaltada algumas vezes e tenho adolescentes em casa, com isso, comecei a ficar com medo e por isso vim buscar novas oportunidades aqui”, conta. 

A imagem de Ana com o cartaz viralizou nas redes sociais e ela afirma que conseguiu três diárias em Criciúma. “Eu estava desesperada ontem [segunda-feira] e por isso fui a pé até o bairro Pinheirinho com o cartaz. Consegui ajuda com doações de alimentos e também já tenho casas para limpar e isso vai me ajudar”, relata. 

A gaúcha ainda explicou que após mais de duas horas na sinaleira, o presidente da Cruz Vermelha de Criciúma, Almir Fernandes de Souza esteve no local e lhe ofereceu ajuda. “Ele também me ajudou com doações e outras pessoas me ligaram e doaram cestas básicas e hoje uma mulher ficou de doar litros de leite. Foi algo que eu não esperava, mas aconteceu e sou muita grata”, finaliza. 

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