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Alunos da rede municipal de Criciúma terão acesso a conteúdos pedagógicos online durante pandemia

Secretária de Educação não descarta a possibilidade de aulas na modalidade EAD
Alunos da rede municipal de Criciúma terão acesso a conteúdos pedagógicos online durante pandemia
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 24/03/2020 às 15:41

A pandemia da Covid-19 no Brasil não preocupa somente os órgãos e gestores de Saúde. Demais setores dos Governos Federal, Estadual e Municipal também já analisam impactos e planejam os próximos passos para evitar grandes prejuízos aos cidadãos. Em Criciúma, a Secretaria de Educação, por exemplo, vem estudando medidas para manter o calendário de ensino. E a tecnologia é a principal aliada.

O Departamento de Tecnologia de Informação da Prefeitura de Criciúma está elaborando uma ferramenta para a disponibilização de conteúdos pedagógicos online para os mais de 20 mil alunos atendidos pela rede municipal de Ensino. “Estamos desenvolvendo essa plataforma junto ao TI. Nela teremos vídeos, exercícios, jogos, filmes e outros conteúdos para os estudantes”, confirmou a secretária de Educação de Criciúma, Roseli de Lucca.

Paralelo ao sistema da prefeitura, uma ajuda que vem da região da capital catarinense: o Clube  Aluno. “É uma empresa de Palhoça. Eles nos ligaram para oferecer apoio e disponibilizaram a ferramenta deles para a gente colocar nossos conteúdos. Neste caso, serão os materiais para os alunos do 5º ao 9º ano. É uma plataforma que já utilizamos, onde os estudantes tiram dúvidas, e agora eles também poderão usar para acessar os conteúdos”, acrescentou Roseli.

Possibilidade EAD

O Ensino à Distância (EAD) é uma outra possibilidade estudada pela Prefeitura de Criciúma, mas não para ser colocada em prática imediatamente. “Precisamos analisar com calma. Neste primeiro momento vamos liberar os conteúdos nos sistemas que estamos trabalhando. Será aberto para todo mundo”, contou. “Depois vamos avaliar a evolução da situação da pandemia. Caso haja realmente a necessidade de aula à distância, iremos analisar com o TI como faremos, porque será obrigatório o acesso dos alunos, então vai ter um cadastro”, disse a secretaria.

Questionada sobre os alunos que não possuem acesso a computador ou internet, Roseli garantiu que a prefeitura está atenta ao impasse. “Reforço que, neste primeiro momento, não será obrigatório os alunos acessarem os conteúdos. Depois, se realmente precisar de um EAD ou algo do tipo, vamos encontrar maneiras para que todos os alunos possam estudar. Isso também vai preciser aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e determinado por decreto, tudo dentro da lei”, completou Roseli.

Estado ainda sem decisões concretas

O Portal Engeplus conversou ainda com a gerente regional de Educação, Ronisi da Silva Guimarães. O Estado é responsável pela programação das aulas no Ensino Médio. Por enquanto, a orientação é cautela. A Secretaria de Estado da Educação (SED) vem se movimentando internamente para encontrar soluções para as aulas, caso haja necessidade de estender o prazo de situação de emergência em Santa Catarina, mas não revela detalhes das alternativas estudadas.

“A orientação da Secretaria de Estado da Educação é aguardar esses primeiros 15 dias. O que já está definido é que este período é um adiantamento do recesso escolar que aconteceria em julho. Uma equipe da secretaria está pensando ações, que em breve serão divulgadas. O ensino EAD também é uma possibilidade”, pontuou Ronisi.