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Criciumense que mora em Londres faz relato sobre mudanças no cotidiano após Covid-19

Príncipe Charles foi diagnosticado com a doença nesta quarta-feira
Criciumense que mora em Londres faz relato sobre mudanças no cotidiano após Covid-19
Foto: Claudia Colombo
Por Jessica Rosso Em 25/03/2020 às 15:30

A criciumense Claudia Colombo, de 38 anos, está em seu nono dia de isolamento em Londres, capital da Inglaterra. Ela mora na área Central da cidade. Nesta quarta-feira, dia 25, ela assistiu pelo noticiário da TV a confirmação de que o teste do príncipe Charles, do Reino Unido, para o Covid-19 deu positivo. Entretanto, não há pânico em relação à doença, contou Claudia, que é formada em Jornalismo e trabalha atualmente com marketing. 

Ela disse que não houve pronunciamentos da família real, e que até o momento a notícia é de que o príncipe teve, até então, pequenos sintomas. "Acho que por enquanto a rainha não vai se manifestar, ela sempre escreve quando vai sair para um retiro numa das casas de verão ou para o Castelo de Windsor. Não tive chance de ver se o príncipe estava junto com eles, acho que ele está aqui em Londres e a rainha está lá no Castelo", comentou.

A criciumense conta ainda que existe um certo pânico, entretanto, voltado à crise econômica. "Eu entendo que se fosse falar com o médico ele estaria falando das crises nos hospitais, mas nós não estamos no hospital, então, o que está afetando diretamente a gente é o trabalho. É o receio de estar perdendo o trabalho, de ter menos trabalho, de quando as coisas vão voltar ao normal, de até quando o Governo vai poder estar ajudando, mas, estamos acompanhando as notícias".

Claudia explicou que a cada dois dias o ministro faz um pronunciamento. No começo, diz ela, as pessoas não levaram muito a sério os cuidados necessários para evitar o contágio da doença. Mas, agora, após nove dias de isolamento, o que se percebe é que o movimento de pessoas diminuiu para 30 a 40% no Centro de Londres. 

"O importante é que as pessoas sigam os direcionamentos, as informações e os hábitos necessários para que se mantenha essa consciência, para não disseminar esse vírus", comentou. O primeiro grande pronunciamento aconteceu na última quinta-feira com o fechamento das escolas, depois fechamento de bares e restaurantes.

Na sexta-feira, dia 20, Claudia lembra que aconteceu o esperado: o pronunciamento em relação à economia. Ela relatou que o aviso do subsídio foi uma notícia recebida com grande euforia pela população e empresários e passou realmente a dar um ar de alívio as pessoas. "Nós temos aqui uma  média de um salário anual em torno de 30 mil libras. Que dá até 2,500 libras por mês. O governo se antecipou para pagar o salário das pessoas que estivessem afastadas por causa da crise". Para aqueles que recebem acima desse valor , "o governo daria essa parte e o empregador estaria completando a porcentagem", ressaltou. A atitude do governo foi positiva e surpreendeu a todos, disse ela.

"Eu não precisei ser demitida, posso trabalhar, depende a natureza do trabalho. Eu continuo trabalhando, mas não deveria estar trabalhando 100%. Oicialmente estou afastada (licença) da empresa, com o Governo subsidiando uma parte do meu salário e o meu empregador com uma outra parte até segunda ordem, e isso está acontecendo com uma grande parte da população", comentou.

No domingo, dia 22, a Inglaterra comemorou o Dia das Mães, e com os parques cheios e vários carros nas ruas, Claudia contou que um novo pronunciamento foi realizado pelo Governo, dessa vez, o comunicado resultou o fechamento de comércio não essencial e colocou restrição na saída de casa para parques, além disso, o anúncio do intermédio da polícia, em caso de aglomeração de pessoas que não são da mesma família. Foto principal: Wandsworth Park, Southwest London (Sul de Londres).

Foto: “London Victoria”, uma das estações de trem e metrôs mais movimentadas do país, localizado no centro de Londres próxima ao Palácio de Buckingham - Por Richard Galli

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