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Trabalhadores do Samu das regiões de Criciúma e Araranguá avaliam possibilidade de greve

Medida será discutida em assembleia nesta sexta-feira, no Sindisaúde
Trabalhadores do Samu das regiões de Criciúma e Araranguá avaliam possibilidade de greve
Foto: Divulgação/Ilustrativa
Por Thiago Hockmüller Em 05/12/2019 às 14:31

Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), das regiões de Criciúma e Araranguá, podem entrar em greve nos próximos dias. A medida será avaliada em assembleia nesta sexta-feira, dia 6, na sede do Sindicado dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde). Os trabalhadores reclamam do não pagamento do 13º salário, das férias e a falta do reajuste salarial que se estende por mais de três anos. 

A possibilidade de greve foi comunicada à imprensa no início da tarde desta quinta-feira, dia 5, em nota encaminhada pela assessoria de comunicação do Sindisaúde. “A empresa gestora Ozz Saúde também não está cumprindo a Convenção Coletiva da categoria. Em nota emitida pela Organização Social ao Sindicato, a Ozz alega não estar recebendo o repasse da Secretaria do Estado da Saúde há pelo menos um ano e acumulando uma dívida de R$ 20 milhões”, diz o comunicado.  

Sai gestora entra nova gestora é o problema é sempre o mesmo. Eles têm que resolver com o Estado o repasse e não continuar prejudicando os trabalhadores. Se for aprovada a paralisação iremos definir a data para entrar em greve 

Cleber Ricardo da Silva Cândido, diretor do Sindisaúde
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Segundo estimado pelo sindicato, na região são cerca de 70 profissionais ligados ao Samu. E o problema de não recebimento do 13º salário se estende também para trabalhadores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Criciúma, aos hospitais de Nova Veneza e Sombrio.