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Sorvete ameniza efeitos da quimioterapia em pacientes do Hospital Unimed Criciúma

Produto foi desenvolvido em pesquisas desenvolvidas no Hospital Universitário da UFSC
Sorvete ameniza efeitos da quimioterapia em pacientes do Hospital Unimed Criciúma
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 28/04/2019 às 18:19

Sorvete produzido com componentes diferenciados é incluso na dieta de alguns pacientes em quimioterapia, do Hospital Unimed Criciúma. Além de agir como complemento alimentar, a sobremesa funciona como anestésico sensorial e anti-inflamatório. Também proporciona maior redução dos efeitos medicamentosos do que outros alimentos de baixa temperatura.

A Unimed é a primeira instituição hospitalar da região a oferecer este produto a seus pacientes. O sorvete foi desenvolvido por meio de pesquisas desenvolvidas no Hospital Universitário da UFSC e testada com paciente da instituição hospitalar. “Alguns tratamentos quimioterápicos provocam feridas na boca, como mucosite, náuseas, alteração do paladar e dificuldade para se alimentar. Este tipo de sorvete, específico, possui alguns ingredientes que minimizam estes efeitos”, explica a coordenadora do setor de quimioterapia, Aline Bezerra.

A Unimed Criciúma adquire o produto de uma empresa do setor, responsável pela fabricação. O sorvete é consumido no momento que o paciente recebe a quimioterapia. “O objetivo é diminuir os efeitos da quimioterapia para que o paciente fique melhor durante o tratamento. Ao invés de medicá-lo para aliviar os sintomas, temos esta primeira opção. Um protocolo foi montado, onde define quais pacientes podem consumi-lo”, acrescenta.

O componente nutricional inclui, além de frutas, outros ingredientes como azeite de oliva desodorizado e módulo de proteína. É hipercalórico, hiperproteico, com baixo teor de gorduras saturadas e excelente perfil lipídio. Livre de transgênicos, sem lactose e glúten e fonte de fibra. “Estudos evidenciam a necessidade de complementação alimentar, em diversas situações clínicas, a fim de minimizar os efeitos colaterais do tratamento, bem como, melhorar o estado nutricional do paciente”, afirma a nutricionista Talita Villaim de Souza.

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