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Sem recursos públicos suficientes, setor produtivo catarinense deverá ter crescimento gradativo

Presidente da Fiesc esteve em Criciúma e falou sobre crise, pedágios e conclusão de obras
Sem recursos públicos suficientes, setor produtivo catarinense deverá ter crescimento gradativo
Foto: Jessica Rosso
Por Jessica Rosso Em 13/03/2019 às 19:16

Com o fim da crise, o presidente da Fiesc Mario Cezar de Aguiar disse estar impressionado com o que viu durante uma visita em Criciúma nesta quarta-feira, dia 13. Ele veio à região conversar com empresários, após passar pelo oeste catarinense. A visita teve o intuito de verificar as demandas e auxiliar na busca de melhorias da competitividade e aumento da qualidade da produção.

Ele afirmou que o crescimento econômico deverá ser gradativo e sustentável em todo o estado. “Até porque nós temos uma deficiência de infraestrutura para atender um crescimento muito elevado”. Com a grande demanda de investimentos e a falta de recurso não apenas em Santa Catarina, mas em todo o país, o presidente ressaltou que é importante que se tratando de infraestrutura, hajam as concessões para que sejam feitas melhorias. “O poder público tem um custeio muito elevado, exagerado. Tem uma máquina inchada e inoperante que custa muito caro para a sociedade, e isso faz com que os investimentos fiquem diminutos e nós precisamos de melhoria na nossa infraestrutura, na segurança, saúde e educação e certamente quem poderá auxiliar será a iniciativa privada”, frizou.

 

Pedágio na região Sul

A colocação de pedágios no trecho Sul da Br-101 é vista como uma concessão atrativa para as empresas privadas, disse o presidente da Fiesc.

“Certamente nessa concessão haverá uma disputa bastante acentuada, podendo trazer um valor compatível”. Segundo ele existem mecanismos que podem fazer a taxa de pedágio ser atrativa, porém é preciso achar uma maneira que não sobrecarregue a sociedade catarinense, principalmente no Sul do estado. “Nós sempre avaliamos o pedágio como uma alternativa para suprir essa deficiência de investimento no estado, e sempre entendemos que o pedágio tem que ser encarado pela sociedade como um benefício, não como um ônus”.

 

Conclusão de obras de grande porte para o Sul

A conclusão da obra na BR-285, rodovia transversal que inicia em Araranguá e atravessa a serra será importante para trazer cargas do Rio Grande do Sul ao Porto de Imbituba, ressaltou o presidente. É também um fluxo turístico, por ser uma porta de entrada para os argentinos, porém a Fiesc acredita ser importante analisar a curto prazo a conclusão de projetos de ferrovias litorâneas.

“Essa ferrovias deverão estar integradas a malha ferroviária nacional e isso dará competitividade. Será uma alternativa de transporte, porque nós defendemos a intermodalidade de transporte. Nós precisamos dessa complementaridade em termos de transporte terrestre. Um comboio de 100, 200 vagões tirariam 100, 200 caminhões da rodovia”, ressaltou.

Já o Porto de Imbituba é uma obra que precisa de investimento. “É um porto bastante competitivo pelo trabalho que possui e ele precisa do alargamento da pista, podendo ser uma alternativa também para o transporte de cargas que é uma demanda muito forte da região”, concluiu.