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Residencial Carmel está há 12 dias sem água; dívida com a Casan ultrapassa os R$ 2,4 milhões

Condomínio conta com 274 apartamentos divididos em 17 blocos
Residencial Carmel está há 12 dias sem água; dívida com a Casan ultrapassa os R$ 2,4 milhões
Foto: Amanda Ludwig / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 02/12/2019 às 08:58

Os moradores do Residencial Carmel, localizado no bairro Mineira Velha, em Criciúma, estão sem água há 12 dias. A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) retirou o hidrômetro do local. A dívida entre condomínio e empresa está em R$ 2,4 milhões e as faturas não são pagas desde março de 2014.

O vereador Paulo Ferrarezi (MDB) comenta que os moradores estão com dificuldades no residencial pela falta de água. “Sabemos que sete famílias deixaram o Carmel e foram buscar novas moradias. Já fiz requerimento na Câmara de Vereadores para tentar ajudar os moradores. O síndico possuía um dinheiro que os moradores pagavam e conseguiu comprar dois caminhões de água, mas o dinheiro terminou, assim como a água”, explica. Ferrarezi lembra que o condomínio custa R$ 84 ao mês, mas apenas 50 pessoas pagavam para o síndico. 

O secretário de Assistência Social de Criciúma, Paulo César Bitencourt, afirmou que na manhã desta segunda-feira, dia 2, acontecerá uma reunião com o promotor do município e o síndico do Carmel. “Estamos buscando ajudar os moradores. Fizemos um levantamento no início de 2019 e de 274 apartamentos, 58 estavam com irregularidades e isso é bem complicado. Estamos esperando uma ordem de despejo para retirar essas pessoas do condomínio”, pontua. “Não sei dizer como os moradores estão fazendo sem água. É um condomínio particular, é uma questão financeira. Não é algo público, mas estamos buscando ajudar”, acrescenta. 

O superintendente regional da Casan, Gilberto Benedet, relatou que a dívida ultrapassa os R$ 2,4 milhões e o pagamento não é realizado desde março de 2014. “Fizemos uma reunião há cinco meses com os moradores para que eles se encaixassem na tarifa social, ou seja, a fatura de R$ 45 passaria para R$ 8,70. Até o momento, nenhum morador trouxe os documentos na Casan”, comenta. “Tínhamos uma liminar para realizar o corte. Não queríamos fazer isso, sabemos que possuem famílias que pagam o condomínio, mas o dinheiro não chegou para a Casan”, finaliza. 

A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com o síndico do Carmel, mas não obteve êxito na comunicação.