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Projeto avança e Criciúma fica mais próxima de ganhar um Colégio Militar

Início do planejamento orçamentário e estrutural depende do aval do comandante-geral da PM
Projeto avança e Criciúma fica mais próxima de ganhar um Colégio Militar
Foto: Cristina Gallo/Divulgação/Ilustrativa
Por Thiago Hockmüller Em 14/02/2019 às 12:06

Detalhes separam Criciúma de finalmente contar com um Colégio Militar. Após longas tratativas, o deputado estadual Jessé Lopes (PSL) garante faltar apenas o aval do comandante-geral da Polícia Militar (PM) de Santa Catarina, coronel Araújo Gomes, para iniciar o plano de trabalho.

A reunião com comandante deve ocorrer em até 15 dias. Tanto o comandante da 6ª Região da PM, coronel Cosme Manique Barreto, que é um dos principais articuladores do projeto na região, quanto a Gerência Regional de Educação (Gered) e a Secretaria de Estado da Educação (SED) já deram sinal verde para que o projeto saia do papel.

Apesar de bem encaminhado, ainda não há certeza se o Colégio Militar começará em 2020. O prazo para o início efetivo da escola só será definido após a conclusão do plano de trabalho, que deverá levantar questões orçamentárias e estruturais. “Está tudo bem encaminhado. Com relação ao prazo vai depender do que precisamos fazer para funcionar... estrutura, reformas, isso pode dificultar. Não sei exatamente como será, mas são as burocracias e as dificuldades financeiras. Vou começar o levantamento para poder dar o ponto de partida”, explica o deputado.

O que nós temos é o aval da Gered, do comandante regional da PM e da Secretaria de Educação do Estado e só falta o comandante-geral. Aí vamos levantar o que precisamos para poder pôr em prática e botar para funcionar

Jessé Lopes, deputado estadual
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Para o deputado, o lugar ideal para implantar o Colégio Militar está na estrutura da Escola Marcos Rovaris, no bairro Pinheirinho, no entanto, pela proximidade com 9º Batalhão da Polícia Militar (PM), a tendência é que seja articulada a implantação nas dependências da Escola Heriberto Hülse, na Próspera. “Vamos ver qual será a exigência do batalhão. O projeto vai ganhar corpo depois que conversarmos com o comandante. A preferência é no Heriberto Hülse, por ser perto do batalhão Eu gostaria que fosse no Marcos Rovaris, se eu pudesse optar. Mas o Herberto Hülse, pela logística, é interessante”, argumenta.

Acompanhei a evolução da escola militar, sou uma amante da disciplina militar, sempre gostei. Me arrependo de não ter seguido carreira. Isso foi algo que me motivou para implementar aqui em Criciúma e ter orgulho de ver alunos disciplinados, com patriotismo. Seria um orgulho poder deixar na história que o Jessé pode contribuir na implantação da escola militar no município
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No final de dezembro do ano passado, o governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, sancionou a lei complementar nº 731, publicada no Diário Oficial do Estado, que determina que as vagas das unidades dos Colégios Militares serão preenchidas por meio de processo seletivo, respeitada a proporção de 50% para dependentes de militares estaduais e 50% para o público em geral. As vagas eventualmente não preenchidas por dependentes serão destinadas ao público.

A seleção do corpo docente será realizada com profissionais concursados pelo Estado e que possuem interesse nas vagas.

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