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Professora da Unesc recebe prêmio nacional Para Mulheres na Ciência

Entrega oficial da honraria ocorreu em solenidade no Rio de Janeiro
Professora da Unesc recebe prêmio nacional Para Mulheres na Ciência
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 19/10/2019 às 18:25

A Unesc subiu ao palco do 14º Para Mulheres na Ciência, prêmio concedido pela L’Oréal Brasil, em parceria com a Unesco e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) para pesquisadoras brasileiras de destaque. A entrega da premiação ocorreu na última semana no Rio de Janeiro, e teve a professora doutora Josiane Budni representando a Universidade e Santa Catarina. Esta é a quinta vez que a Unesc tem uma profissional reconhecida.

A professora do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) e coordenadora adjunta do curso de Biomedicina da Unesc esteve entre as sete jovens pesquisadoras laureadas pelo programa, que reconhece e incentiva o trabalho realizado por mulheres cientistas de todo o país. Além de ser a única pesquisadora catarinense a receber o prêmio, Josiane foi a única representante de uma Universidade Comunitária. Com exceção de sua professora, todas as outras pesquisadoras premiadas são de universidades federais ou estaduais brasileiras.

Josiane e as demais vencedoras receberam cada uma, bolsa-auxílio de R$ 50 mil para ser utilizada em um período de dois anos no desenvolvimento de pesquisa aprovado pela comissão julgadora do projeto, composta por 16 profissionais renomados no campo da ciência.

Na cerimônia de entrega da premiação, foram destacadas questões relevantes sobre o ambiente acadêmico, entre elas a desigualdade de gênero e a importância de se investir na área científica, assim como promover mais acesso a meninas e mulheres. A solenidade teve a presença do presidente da L’Oréal Brasil, An Verhulst-Santos, da representante da Unesco no país, Marlova Noleto e do presidente da ABC, Luiz Davidovich.

“Foi indescritível. Inesquecível! Poder conhecer autoridades na área da ciência e das entidades que realizam o Para Mulheres na Ciência, conversar com os avaliadores, conhecer pesquisadoras de todo o pais e ganhar o prêmio foi um presente. Um reconhecimento gigantesco. É muito gratificante representar tantas mulheres cientistas e ver o trabalho reconhecido. Isso dá a convicção que estamos trilhando o caminho certo para fazer um diferencial na ciência”, afirma a professora.

Josiane Budni é graduada em Farmácia e em Análises Clínicas, possui mestrado em Neurociências, doutorado em Bioquímica pela UFSC e pós-doutorado em Ciências da Saúde pela Unesc. Na Unesc, ela é docente do PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde), pesquisadora do Laboratório de Neurologia Experimental e coordenadora adjunta do curso de Biomedicina. É coordenadora do grupo de pesquisa em doenças neurodegenerativas que estuda o envelhecimento e a doença de Alzheimer.

A pesquisa

O projeto que a professora da Unesc irá executar relaciona distúrbios do sono como um fator de risco para a Doença de Alzheimer. A proposta dela é trabalhar uma visão translacional do estudo, ou seja, utilizando experimento em modelos animais e estudo com humano. Josiane explica que o uso dos dois estudos, roedores e humano, dá mais força e base ao projeto e colabora com a ampliação das respostas aos questionamentos levantados pela pesquisa.

Josiane já havia utilizado a melatonina em uma pesquisa para tentar reverter a perda de memória relacionada à doença de e vai usar este hormônio novamente neste novo estudo. A pesquisa consiste em realizar a privação do sono no animal, e depois induzir a doença de Alzheimer neste mesmo animal. A ideia é tentar tratar com melatonina, para ver se ela consegue reverter esse dano causado pelo distúrbio do sono associado com a doença de Alzheimer. “Também quero entender o processo fisiopatológico. O que acontece no animal com distúrbio do sono e com a doença. Será que o dano que vai ter na memória é maior que do que daqueles animais que apresentam os problemas separadamente?”, comenta.

Em um segundo momento, a pesquisadora irá realizar o estudo em humanos. Pessoas com declínio cognitivo leve – que começaram a perder a memória, podendo sinalizar o começo da Doença de Alzheimer – e que têm diagnóstico de apneia do sono serão convidadas a participar da pesquisa.

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