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Prejuízo causado por adutora rompida em Criciúma ainda não foi pago a comerciantes

Adutora da Casan rompeu na madrugada do dia 8 de agosto deste ano
Prejuízo causado por adutora rompida em Criciúma ainda não foi pago a comerciantes
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 18/10/2019 às 11:15

A proprietária de uma loja de acessórios para celular, Tatiane Braz de Azevedo, chegou para trabalhar no dia 8 de agosto deste ano e encontrou seu estabelecimento cheio de água e lama. Isso porque na época uma adutora de 300ml da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) rompeu na área Central de Criciúma.

Funcionários da Casan estiveram em todos os comércios afetados pelo problema e anotaram todos os prejuízos e conversaram com os proprietários na época. Mas dois meses se passaram e os pagamentos ainda não foram realizados pela empresa. 

“Estou buscando os meus direitos, mas só enrolam e o pessoal da Casan me fala que dependem de outras pessoas. Não sei quando será resolvido. Todos os móveis da minha loja foram prejudicados. São três balcões e um painel de MDF. Ligo toda semana para a Casan, mas até agora nada foi realizado”, explica Tatiane. 

“Se até o final do ano não for resolvido esse problema, infelizmente terei que entrar na justiça. Não quero nada demais, apenas que eles paguem o que foi estragado pela adutora rompida”, relata Tatiane. 

Tatiane ainda conta que o movimento diminuiu nos últimos meses. “A calçada não foi arrumada também. As pessoas evitam passar pelo local porque está horrível e algumas pessoas já até caíram por causa dos buracos. Está bem complicado”, comenta. 

Casan afirma que está buscando soluções

De acordo com o chefe da Agência de Criciúma, engenheiro Jaison Araújo, os móveis que foram estragados serão feitos sob medidas e as empresas precisam passar orçamentos. “Encontramos a terceira empresa interessada apenas nessa quinta-feira, dia 17, e vão nos entregar os papeis necessários apenas daqui alguns dias. Depois disso vamos ter que registrar no tribunal de contas da Casan e realizar outros procedimentos. É uma série de burocracia que não conseguimos resolver assim tão rápido”, declara. 

Segundo Araújo, a Casan irá pagar todos os prejuízos. “Sabemos que com o rompimento foi gerado problemas. Mas, vamos resolver sim. Sabemos quais são as lojas e o que foi estragado”, pontua. “Já sobre a calçada o trabalho é com a prefeitura de Criciúma”, acrescenta. 

A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com a Secretária de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, Kátia Smilevski, para tratar sobre a calçada, mas não obteve êxito.

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