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Pela implantação do Serviço Aeromédico, Criciúma recebe simulação em julho

Comissão trabalha para apresentar em breve projeto de implantação aos prefeitos do Sul
Pela implantação do Serviço Aeromédico, Criciúma recebe simulação em julho
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus
Por Thiago Hockmüller Em 26/06/2019 às 11:59

A discussão para a inserção do Serviço Aeromédico na região ganhou novos capítulos, aliás, este é considerado fundamental pela comissão de implantação do projeto. No dia 7 de julho, lideranças políticas e a população estarão convidadas para acompanhar uma simulação de um acidente com atendimento do Serviço Aeropolicial (Saer). A intenção é conscientizar da importância do Serviço Aeromédico, que já está implantado nas principais regiões do Estado.

A definição da estratégia foi alinhavada na noite dessa terça-feira, dia 25, em reunião da comissão de implantação, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). “Estamos trabalhando com três vertentes. A primeira foi buscar as informações do projeto, de como poderíamos trabalhar aqui na região. Fomos em Chapecó, que é modelo referência, buscar informações. A segunda é fazer o simulado para mostrar a importância do serviço para a população e autoridades. E depois vamos apresentar aos prefeitos da região duas ou três opções para ver a melhor”, explica o coordenador da comissão e vereador de Criciúma, Tita Beloli.

O fator principal é salvar vidas. Acredito que esse ano conseguiremos implantar. Temos uma comissão muito forte atuando. Levantamos essa bandeira e criamos a comissão para reunir forças do segmento

Tita Beloli, coordenador da comissão de implantação e vereador de Criciúma
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A principal discussão está na contribuição de cada município no investimento necessário para a instalação do serviço. Em Chapecó, por exemplo, o coordenador explica que o município, via convênio, realiza um aporte de R$ 20 mil ao Saer e fornece profissionais concursados da Prefeitura.

Este modelo pode ser reproduzido aqui na região. Caso implantado, o serviço atuará desde Passo de Torres até Imbituba, correspondendo a 45 municípios. E a tendência é que todas as 45 prefeituras da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel) contribuam no processo. “É uma ideia, mas vamos finalizar o projeto primeiro porque estamos fazendo alguns ajustes e todo o levantamento de como a operação será feita. Assim que ficar pronto vamos passar para os prefeitos. São oito a dez médicos para revezamento, a ideia é fazer parceria, a conta não pode ficar só com Criciúma”, explica.

Não depende só do Saer, estamos buscando um convênio para médicos e profissionais da saúde operarem na aeronave. Essa comissão busca um convênio com prefeituras da região. Precisamos de um médico e um enfermeiro junto à base do Saer. Isso envolve custos. Com certeza vale a pena diante da rapidez de atendimento, e a aeronove já está na região. É uma ferramenta disponível

Alan Amorim, delegado responsável pelo Saer
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A simulação contará com o apoio de acadêmicos e professores da Unesc, do Saer, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Hospitais da cidade e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Será uma ação bem realística, em que vamos verificar o tempo resposta para os atendimentos entre o transporte do serviço aéreo e o serviço terrestre para os hospitais, além de estudar outros pontos para a implantação”, comenta a secretária da comissão e coordenadora do Centro Especializado em Reabilitação II da Unesc, Mágada Tessmann.

A comissão de implantação é formada por membros da Unesc, Câmara de Vereadores de Criciúma, Corpo de Bombeiros, Saer, Amrec, Amesc, Amurel, Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Samu e Prefeitura de Criciúma.