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“Não deixamos de fazer o repasse ao instituto, sempre fizemos adiantado”, afirma Frigo

Prefeito de Nova Veneza ainda ressaltou que irá notificar a empresa
“Não deixamos de fazer o repasse ao instituto, sempre fizemos adiantado”, afirma Frigo
Foto: Divulgação
Por Rafaela Custódio / Jessica Rosso Em 07/03/2019 às 10:29 - Atualizado há 9 meses

Os funcionários do Hospital São Marcos de Nova Veneza estão em greve. Os trabalhadores pararam 50% as atividades na manhã desta quinta-feira, dia 7, por atraso no salário de fevereiro. Diante da situação, o prefeito de Nova Veneza Rogério Frigo ressalta que os repasses dos valores devidos pelo município sempre foram realizados normalmente ao Instituto Civitas.

O prefeito informa que notificará o Instituto Civitas - que é responsável pelo hospital - sobre o rompimento de contrato entre a prefeitura e a instituição. “Vamos tentar de forma amigável, caso ao contrário faremos dentro da lei. A prefeitura irá assumir o Hospital São Marcos e veremos se existem parceiros que queiram assumir a instituição. O hospital não ficará fechado. A população não precisa se preocupar”, garante.

Frigo destaca também que os pagamentos ao instituto são ralizados sempre de forma adiantada. “O pagamento referente ao mês de fevereiro ainda não foi realizado pois não houve o prazo de dias úteis. Mas nos meses anteriores, o pagamento aconteceu de forma adiantada, sempre”, frisa. “Vamos mostrar os pagamentos dos meses anteriores e comprovar. Não temos dificuldades e nenhum problema financeiro no município”, acrescenta.

O cirurgião geral Mateus Dário Volpato, esclareceu que existem duas formas de pagamento para os médicos do hospital. "O pronto-socorro recebe da prefeitura e os demais médicos recebem conforme o repasso do Estado". Segundo ele, o Governo do Estado já repassou boa parte dos valores, entretanto a empresa que administra o hospital ainda não fez os pagamentos.

"Tem muitos atrasos. Os dois oftalmologistas estão sem receber desde agosto do ano passado. Eles realizaram o mutirão de cataratas e não receberam por isso ainda". No total, ele afirma, que a dívida está em aproximadamente R$ 600 mil no que diz respeito aos funcionários na parte cirúrgica e de internação. "A empresa não repassou , já entrou na conta mas não foi repassado. A parte da cirurgia, o que podemos fazer é não operar mais, já o pronto-socorro não sei dizer com precisão se tem atraso", disse.

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