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Morador fecha rua em protesto por pavimentação em Criciúma

Falta de infraestrutura da localidade também é uma das reclamações
Morador fecha rua em protesto por pavimentação em Criciúma
Por Rafaela Custódio | Heitor Carvalho Em 14/03/2019 às 17:52

José Contin Portella Neto, de 60 anos, morador da rua João Caetano, localizada no bairro São Luiz, em Criciúma, fechou a rua em forma de protesto. A reivindicação é por pavimentação e infraestrutura na localidade, já que segundo o morador, em dias de chuva a rua alaga e a água entra para dentro das casas.

Ainda segundo o morador, ele já já entrou em contato com a Prefeitura, mas nenhuma atitude foi tomada. “Ninguém resolve nada. Nunca vieram olhar e nem fazer nada. Fizeram placas para não colocar lixo em um terreno da rua e nada mais”, comenta. “Não somos ninguém para a prefeitura. Tenho protocolado diversas vezes que tentei algo na prefeitura e nunca consegui”, acrescenta.

O morador comenta que após as chuvas diversos animais estão entrando em sua residência. “Tenho minha razão. Não estou mais suportando os ratos dentro da minha casa. Quando chove alaga tudo a rua e entra água dentro da minha casa. Fica tudo sujo, e acabo gastando água e energia para limpar. Ainda tenho que arcar com as despesas. Sendo que a culpa não é minha”, observa.

Na visão dele, a prefeitura está fazendo descaso com a localidade. “O sofrimento que estou passando é errado. Meu IPTU está em dia, paguei agora na última semana. Mas ninguém nos ajuda. Se chover, não dá para passar na rua. Ficamos ilhados, porque alaga tudo”, relata.

Prefeitura

De acordo com a secretária de infraestrutura, planejamento e mobilidade urbana, Kátia Smielevski, a prefeitura tem conhecimento desta situação. "A gente se solidariza com o problema do Portella. Afinal de contas o problema está que a drenagem fica dentro do terreno dele e isso dificulta as coisas."  

Segundo Kátia, uma limpeza já foi feita no local, mas o sistema de drenagem não suporta mais o volume de água. "Antes os terrenos absorvem essa água, mas agora com as áreas edificadas isso não acontece e água não tem mais para onde ir, e acaba entrando no terreno dele", afirma. Ainda de acordo com ela, não existe uma previsão para que esse problema seja solucionado na localidade.