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Interditada desde março, escola Otávio Manoel Anastácio não tem previsão para reabrir

Diretor reclama da morosidade do poder público para resolver a situação
Interditada desde março, escola Otávio Manoel Anastácio não tem previsão para reabrir
Foto: Rádio Araranguá
Por Thiago Hockmüller Em 20/05/2019 às 12:07

Interditada desde a primeira semana de março, a escola básica municipal de Araranguá Otávio Manoel Anastácio ainda não tem previsão de voltar a receber aulas. O local apresenta problemas no telhado, que na época corria risco de desabamento.

De acordo com o diretor da escola, Manoel Soares, o Nequinho, a prefeitura ainda não apresentou o projeto de reforma, ou seja, os cerca de 420 alunos seguirão por um bom tempo estudando sem a estrutura ideal. “Alugamos um prédio onde funcionava um mercado. Não temos expectativa para retornar, mas acredito que até dezembro podemos voltar ao prédio já reformado. A estrutura está danificada e corre risco de desabar. Já aqui não tem nada adequado. Tivemos que criar características de escola, mas todos os alunos escutam as outras aulas. É um espaço físico inadequado e sem espaço para educação física”, lamenta.

O Portal Engeplus tentou contato com a Secretaria de Obras de Araranguá, no entanto, não obteve êxito.

O diretor conta que existem apenas dois engenheiros no setor e que a demanda de serviço fez com que o projeto de reforma atrase. Segundo Nequinho, a prefeitura estaria gastando entre 16 e 20 mil reais/mês apenas com o transporte destes alunos. Vale lembrar que a escola está localizada no bairro Jardim Cibele enquanto o espaço improvisado é no Mato Alto. “A prefeitura contratou três ônibus, o que dá seis viagens por dia e um gasto entre 16 a 20 mil por mês. E mais 12 mil de aluguel, mais o custo da reforma para adequar o prédio, que deu quase oito mil”, explica Nequinho.

A Prefeitura ficou de chamar a comissão para apresentar o projeto de reforma há duas semanas. A situação é precária. Daqui duas semanas teremos uma resposta sobre onde ele vai se reunir com a comissão. Já faz anos que a escola alaga em dia de chuva. É muita morosidade. Está faltando compromisso direcionado à educação

Manoel Soares, diretor da escola Otávio Manoel Anastácio
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Pressa para resolver o caso

A secretária de Educação, Cultura e Esportes, Ariane Almeida, lamenta a demora na resolução do caso, no entanto, explica que o espaço utilizado pelos alunos recebeu as adequações necessárias. Inclusive já foi utilizada durante quatro anos pela escola Maria Garcia Pessi. “Não é um espaço ideal, porém está sim adaptado para receber aula. Já foi utilizado por outros alunos durante quatro anos. Além da estrutura que já existia, fizemos várias adequações para melhorar, fizemos tudo o que foi pedido, como abertura de janelas e adequações nos banheiros”, explica Ariane.

Ariane prefere não dar um prazo para que a escola seja reaberta, mas, além de devolver aos alunos o antigo espaço, ela explica que o Municipio trabalha para amenizar os custos da situação. "Está sendo elaborado o projeto. Não vou passar data porque podemos encontrar dificuldades. Inverno, chuvas, tempo ruim, mas posso garantir que nós estamos fazendo tudo o mais rápido para que consigam voltar. Tivemos essa despesa maior, por isso também a nossa preocupação em retornar. Estamos dando todo o suporte necessário aos alunos", argumenta.

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