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Funcionários dos Correios de Criciúma entram em greve por tempo indeterminado

Ação iniciou nesta quarta-feira; cerca de 95% do efetivo do município aderiu à greve
Funcionários dos Correios de Criciúma entram em greve por tempo indeterminado
Foto: Rafaela Custódio
Por Rafaela Custódio Em 11/09/2019 às 09:20

Os funcionários dos Correios de Criciúma aderiram à greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação iniciou na manhã desta quarta-feira, dia 11, às 7 horas. O ato foi decretado por assembleias realizadas em diversos estados do país. As principais reivindicações da categoria são os cortes de benefícios e redução de salários, os trabalhadores também são contra a privatização da estatal. 

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), Samuel de Matos, afirmou que a categoria não aceita a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Eles também são contra a exclusão do Vale-Cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde.

“O que a empresa está apresentando para nós trabalhadores é retirada de direitos adquiridos ao longo dos anos. A população acredita que somos privilegiados, mas não somos. Os trabalhadores que estão nas ruas entregando as correspondências não são privilegiados, isso pode ter certeza. Tende a ser a maior greve da nossa categoria. Hoje, trabalhamos com uma tensão muito grande porque não sabemos o que vai acontecer. A privatização e os argumentos são mentirosos. Nós não usamos dinheiro do governo federal”, afirma. 

Matos ainda relata que cerca de 50 funcionários das duas agências de Criciúma aderiram à greve. “Isso representa 95% da categoria. Nós não estamos dando conta da demanda. Falta funcionários. A privatização não vai resolver os problemas. Ninguém vai comprar uma unidade que traz prejuízos e isso será pior para a população”, comenta. 

Ainda nesta quarta-feira, o Sintect estará visitando agências da região Sul e conversando sobre a greve e explicando sobre os direitos dos trabalhadores. 

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