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Fórum Parlamentar de combate à fosfateira de Anitápolis será lançado nesta quinta

Há 12 anos, se discute em Anitápolis a instalação de uma mineradora
Fórum Parlamentar de combate à fosfateira de Anitápolis será lançado nesta quinta
Foto: Divulgação
Por Redação Em 12/06/2019 às 15:45

O Fórum Parlamentar de Defesa e Proteção Ambiental Juntos Por Anitápolis será lançado nesta quinta-feira, 13,a partir das 19 horas, na Escola Especial João Estanislau Ângelo - Apae de Braço do Norte. Sregundo informações as empresas estariam retomando os planos de exploração da jazida. Conforme informações apuradas pelo Portal Notisul há 12 anos, se discute em Anitápolis a instalação de uma mineradora para a produção de fertilizantes. No entanto, gestores, moradores da cidade e de diversos municípios catarinenses como: Tubarão, Laguna, Braço do Norte e Rio Fortuna, por exemplo, se posicionam contrários ao projeto.

 “Em 2009, já fomos contra a mineração fosfateira e neste ano iremos nos mobilizar mais uma vez. Estou formando um grupo para movimentar e buscar parar essa iniciativa. Não é para mim, mas para os meus filhos que vão tomar água com ácido sulfúrico. Este é o problema”, lamenta o comunicador, Haroldo Silva, o Dura. 

De acordo com a advogada e moradora de Rio Fortuna, Marta Neckel, é necessário que a sociedade civil possa se mobilizar contra a instalação da mineradora. “Não podemos deixar que seja implantada a mineradora nessa região. Vamos busca apoio dos moradores de vários municípios. Estamos nas tratativas com representantes da CDL e com os vereadores, mas é preciso que as prefeituras ingressem com ações para a não instalação”, enfatiza.

Conforme moradores a Vale tem o intuito de construir duas barragens acima do rio Pinheiros. Cada uma terá 85 metros de altura, para conter rejeitos do ácido. Segundo o advogado da ONG Montanha Viva, Eduardo Bastos, contrário a instalação da mineradora, a reserva de fosfato de Anitápolis desperta interesse de empresas desde 1976, porém, para que a exploração ocorra, será necessária a construção de uma barragem no Rio Pinheiros, gerando uma série de consequências, entre elas supressão de 1,8 hectares de mata, o risco permanente de rompimento de uma barragem, além de comprometer os 21 municípios da bacia hidrográfica de Tubarão. 

 

Perigo Ambiental⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O deputado estadual Felipe Estevão, que é um dos coordenadores do colegiado, manifestatou que irá combater qualquer iniciativa neste sentido na região Sul. "Se a fosfateira for instalada, parte da Mata Atlântica será desmatada e outra parte soterrada para construir duas barragens de rejeitos da mineração, num volume aproximado de 34 milhões de m3 de ácido sulfúrico. Essa obra oferece risco ao Rio dos Pinheiros e compromete toda a bacia hidrográfica do Braço do Norte e do Tubarão, afetando o fornecimento de água do Sul do estado, devido a contaminação por fósforo. Até porque, os projetos indicam que o modelo de barragem proposto aqui é semelhante às de Minas Gerais que vêm ceifando vidas e causando prejuízos ambientais, econômicos e sociais incalculáveis naquela Estado" , disse. O deputado ainda afirmou que acredita que existem muito mais malefícios do que benefícios para a população, "pelos motivos já expostos. Estamos unindo forças para cortar o mal pela raiz,” ressaltou.