InternetData CenterAssinante

Em uma semana, sete cães envenenados. Caso vira requerimento na Câmara de Vereadores

Julio Colombo pede esclarecimento sobre o comércio de produtos que causam morte de animais
Em uma semana, sete cães envenenados. Caso vira requerimento na Câmara de Vereadores
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus/Foto Ilustrativa
Por Thiago Hockmüller Em 16/04/2019 às 10:33

Desde a última semana de março, oito casos de envenenamento de cães já foram registrados no bairro Metropol em Criciúma. O número alarmante chama atenção do poder público. Na sessão da Câmara de Vereadores dessa segunda-feira, o vereador Julio Colombo encaminhou um requerimento questionando o Município sobre o controle da comercialização de substâncias químicas que podem causar envenenamento em animais.

Segundo a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), dos oito casos, sete aconteceram na última semana de março e um na semana passada. A quantidade é alarmante, embora não se tenha uma média de quantos ocorram no município. “Estamos intensificando a fiscalização e fazendo ronda no Rio Maina, mas é difícil pegar flagrantes. Já pedimos acesso às câmeras de vigilância e se alguém tiver indícios pode nos encaminhar. Foram sete em uma semana, oito no mesmo bairro em questão de duas semanas”, afirma a presidente da Famcri, Anequésselen Bitencourt Fortunato.

A Vigilância Sanitária intensificou a fiscalização para localizar pontos de venda do chumbinho, produto clandestino, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e usado para envenenar cães. Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária de Criciúma, Rejane Rosso Dal Pont, os estabelecimentos são fiscalizados durante a renovação do alvará e em ações específicas, como as estão ocorrendo.

Além do mais, ela alerta sobre a pena aplicada para quem comercializar chumbinho ou outros produtos clandestinos. “O chumbinho é um produto proibido. Não tem autorização na Anvisa e não pode ser comercializado. A Vigilância está fazendo uma ação mais focada e até o momento não encontramos em nenhum comércio um material desse. Se encontrássemos tomaríamos providência. Estamos com fiscalização intensiva. O produto é imediatamente recolhido e é aplicada uma infração no estabelecimento. O caso é levado à polícia e Ministério Público para a realização de todas as medidas cabíveis em lei”, esclarece.

A Vigilância Sanitária tem um prazo de 30 dias para se manifestar e encaminhar um parecer ao vereador Julio Colombo.

Sabemos que existem clandestinidade dos produtos. Mas meu requerimento é saber se a Vigilância Sanitária possui algum controle e como ele é feito. Faço isso em função da matança de animais que estão ocorrendo no Distrito do Rio Maina. Lamentavelmente a prática ainda continua. A Fundação do Meio Ambiente já tomou as providências, mas esse tipo de crime é difícil de identificar a autoria. Isso é o efeito e temos que combater a causa

Julio Colombo, vereador de Criciúma e autor do requerimento
_______________________________________