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Baixas temperaturas intensificam trabalho com moradores de rua

Criciúma possui cerca de 100 moradores de rua
Baixas temperaturas intensificam trabalho com moradores de rua
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 24/04/2019 às 09:21

A chegada das temperaturas mais baixas trazem ainda mais preocupação em relação aos moradores de rua. Enquanto o clima cai, a necessidade de ajuda de quem vive nas ruas só aumenta. Pensando em ajudar essas pessoas, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação de Criciúma está realizando monitoramento e montando campanhas para trazer mais conforto aos moradores.

O secretário da Assistência Social e Habitação de Criciúma, Paulo César Bitencourt pede que a população pare de dar esmola aos moradores de rua. “A grande maioria dos moradores de rua utilizam o dinheiro recebido para usar drogas e consumir bebidas alcoólicas. Isso prejudica a vida deles e também a prefeitura, pois estamos buscando ajudar cada um. Com o dinheiro recebido da população, eles acabam não nos procurando”, explica.

Bitencourt ainda lembra que a Prefeitura está participando da 15ª edição da Campanha do Agasalho da Cruz Vermelha. Doações também estão sendo recebidas e destinadas aos moradores de rua.

A Prefeitura de Criciúma possui uma equipe de abordagem nas ruas da cidade. Três profissionais trabalham das 8 às 21 horas buscando moradores. “Os profissionais abordam e conversam com essas pessoas. Se eles estiverem machucados, com fome ou com outro problema, são destinados aos lugares corretos”, comenta. “Além disso, temos uma equipe da Secretaria de Saúde que nos acompanha e nos auxilia diariamente”, acrescenta.

Segundo Bitencourt, atualmente, Criciúma possui cerca de 100 moradores de rua. “Não significa que esse número está nas ruas do município. Muitos são andarilhos”, relata.

Casa de Passagem São José é opção para os moradores de rua  

Criciúma possui a Casa de Passagem São José, que é destinada a moradores de rua. O local atende tanto homens, quanto mulheres e possui 50 leitos. “Muitas pessoas são recolhidas nas ruas pela equipe da Prefeitura e outras vem sozinhas para a Casa. Aqui, elas são acolhidas, tomam banho, recebem jantar, café e, se precisar, almoço. Os moradores também recebem um kit de higiene pessoal”, explica a assistente social, Elisângela de Oliveira.

Elisângela lembra que, no inverno, a Casa chega a receber 80 pessoas mensais. “É feita uma revista, um cadastro e conversado com os moradores. Se são usuários de drogas ou alcoólatras, nós encaminhamos para órgãos da Prefeitura responsáveis por cada situação”, conta.

A assistente social ainda lembra que a Casa está precisando de doações de roupas de cama e também produtos de higiene. “Cada morador recebe um kit. Cada pessoa usa seu próprio sabonete, creme dental. Então, o fluxo é muito grande. A Prefeitura nos ajuda em relação a isso, mas realmente o fluxo é grande”, declara.

Para realizar doações para a Casa de Passagem, os interessados deverão ir até o local, que fica na rua Giácomo Tomé, s/n, no bairro Pinheirinho.