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Aluno criciumense é finalista na Olimpíada de Língua Portuguesa

Lista dos nomes vencedores será divulgada em dezembro
 Aluno criciumense é finalista na Olimpíada de Língua Portuguesa
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 09/11/2019 às 11:35

Pela primeira vez, Criciúma tem um representante na final da Olimpíada de Língua Portuguesa. Na última semana, Antony Novack Bertan foi premiado com a medalha de prata e escolhido para ser finalista na categoria poema. A próxima fase é a Etapa Nacional, que ocorre no dia 28 de novembro com a seleção dos 28 estudantes ganhadores. A revelação dos nomes será divulgada no dia 9 de dezembro. 

Com o poema ‘O Rio da Minha Cidade’, o estudante da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Jorge da Cunha Carneiro se inspirou no Rio Linha Anta. O poema retrata a importância do rio para o município, além de conscientizar sobre o uso da água.

“Eu estou me sentindo bem orgulhoso com a vitória e com a medalha de prata que eu consegui, e agora vou tentar buscar o ouro em dezembro. Estou muito feliz e vou voltar para conseguir a medalha de ouro. Além disso, foi uma experiência muito legal andar de avião pela primeira vez”, ressalta o estudante da EMEF. 

A olimpíada tem cinco categorias: Poema, Conto, Crônica, Artigo de Opinião e Documentário e o tema deste ano foi ‘O lugar onde eu vivo’. Para a professora Joyciane Vidal Gonçalves, que acompanhou Antony na viagem, toda a experiência foi um momento singular.

“A alegria do Antony, o reconhecimento da docência, o presente em participar de todo esse projeto levando o nome da escola Jorge da Cunha Carneiro e representando o município de Criciúma é gratificante”, ressalta. 

Durante o período de viagem, os dois participaram de atividades culturais e formativas. A premiação para os alunos vencedores é uma viagem cultural para uma cidade brasileira, já para os professores é uma imersão pedagógica internacional e a escola receberá um acervo para biblioteca escolar. 

Confira o poema na íntegra: 

 O Rio da Minha Cidade 

 Do lado da minha casa 

Passa um Rio encantado 

Quieto, manso e pequeno 

onde navega meu barquinho acalentado. 


Lá no morro da TV 

na cidade de Criciúma, 

o Rio Linha Anta nasce 

e desce as serras, uma a uma. 

  

Nasce limpo, é água das chuvas 

que a terra filtrou. 

Cria leitos, faz curvas 

cumpre o que seu destino mandou. 

  

Sua missão é encharcar a terra 

matar a sede do homem e da plantação, 

mas no caminho algo se erra, 

é começo de poluição. 

E no seu ensejo encontra 

lixo, esgoto e carvão. 

  

Minha cidade é conhecida 

pela extração do carvão mineral 

Porém a fama se esconde, enegrecida 

nas águas profundas do canal. 

  

Canal esse que em parte, foi escondido 

Para dar lugar às construções 

Perdeu-se o leito e o caminho 

encontrou-se problemas e inundações. 

  

Meu pai é agricultor 

E precisa da água do rio para plantar 

Como dessas terras sou herdeiro imperador, 

esse rio terei que para o futuro resguardar. 

  

Linha Anta é o seu nome 

passa por mim sempre fiel. 

Passa por casas, passa por pontes 

leva meu barquinho de papel. 

Por: Decom/Criciúma 

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