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Moradores marcam novo protesto pedindo cumprimento de medidas compensatórias

Pavimentação de estradas e melhoria na segurança são os principais pontos de reivindicação
Moradores marcam novo protesto pedindo cumprimento de medidas compensatórias
Foto: Divulgação
Por Thiago Hockmüller Em 31/07/2018 às 11:35

Moradores do Espigão da Pedra estão organizados para uma nova manifestação. Eles reivindicam o cumprimento das medidas compensatórias acordadas com o Governo do Estado durante a implantação do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). A manifestação ocorre nesta quinta-feira, dia 2, a partir das 7h, na rodovia Narciso Dominguini. 

Além dos moradores do Espigão da Pedra, o movimento também reúne lideranças do Morro Albino, Vila Maria e São Domingos, todos bairros prejudicados com a falta de segurança, policiamento e infraestrutura nas vias públicas. "A palavra de ordem na audiência pública foi segurança, e isso inclui a pavimentação asfáltica, iluminação, ronda policial e água encanada, que nem se pede porque já é um direito adquirido. O foco é segurança, e para termos isso a mobilidade é o principal", declara a presidente da Associação dos Moradores da Localidade do Espigão da Pedra, Rosane Castelan.   

Pavimentação orçada em R$ 10 milhões  

A promessa dos moradores é que a manifestação envolva tratores, caminhões e veículos de passeio para percorrer cerca de dois quilômetros na Narciso Dominguini. A pavimentação está incluída no acordo de implementação do Case e compreende infraestrutura em oito quilômetros de estrada, com um custo orçado em aproximadamente R$ 10 milhões. 

A pavimentação engloba melhorias para as ruas Pedro Liberato Pavei, Martinho Teixeira e um trecho da Geral Espigão da Pedra. Além, claro, de um trecho da Rodovia Narciso Dominguini. "Linha de ônibus e ônibus escolares passam por essas estradas. A manutenção é complicada, não adiantaria vir aqui para fazer manutenção mensal porque a chuva carrega o material. Elas não foram feitas para tanto trânsito. A situação vai piorar, e muito. As medidas foram prometidas a um ano atrás e não foram cumpridas", lamenta Rosane. 

No último dia 17, também em protesto ao descumprimentos das medidas compensatórias, os moradores bloquearam um dos acessos ao Case. "Chamamos a comunidade e pedimos compreensão e que nos apoie. Não estamos impedindo o Case, só estamos requerendo um direito que temos", pondera a presidente. 

Cobrança na Câmara de Vereadores 

Na última semana alguns moradores estiveram na Câmara de Vereadores para relatar a situação da comunidade. E na sessão dessa segunda-feira os vereadores aprovaram por unanimidade a proposição cobrando o cumprimento das medidas compensatórias. 

No documento eles pedem intercessão da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) junto aos deputados e ao Governo do Estado.  

Sobre o Case 


(Foto: Paula Darós Darolt/ADR Criciúma/Arquivo)

O terreno do Case foi doado pela Prefeitura de Criciúma e a estrutura terá vagas para 60 adolescentes, sendo 20 para aqueles que ainda aguardam julgamento.  

O espaço conta com área administrativa, alojamentos, lavanderia, almoxarifado, salas de aula, ginásio de esporte, ambulatório, oficinas profissionalizantes, teatro, centro ecumênico, quadra polivalente e sala multiuso.  

A obra terá 5,5 mil metros quadrados de estrutura construída em um terreno de 60 mil metros quadrados.  

O Case é administrado pelo Governo do Estado e faltam detalhes para a inauguração do local, que tem como objetivo ressocializar adolescentes que cometeram infrações, que estejam em cumprimento de Internação Provisória e medidas socioeducativas de semiliberdade e de internação, estabelecidas na Lei nº. 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. O período máximo de internação é de três anos. 

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