InternetData CenterAssinante

Com problemas de saúde, mulher precisa de ajuda com remédios e alimentação

Maria Rosimeri Madeira tem asma e atrofia muscular espinal progressiva
Com problemas de saúde, mulher precisa de ajuda com remédios e alimentação
Foto: Rafaela Custódio
Por Rafaela Custódio Em 11/07/2018 às 12:01

A criciumense Maria Rosimeri Madeira, de 46 anos, não caminha há 13 anos. Ela caiu e quebrou a perna em dois lugares, desde então, se locomove de cadeira de rodas. Maria sentia muitas dores nas pernas e não tinha forças para caminhar. Ao realizar uma consulta médica, ela descobriu que possuía doenças graves: asma e atrofia muscular espinal progressiva progressiva. 

O problema da criciumense se agravou há um ano, quando ela precisou utilizar oxigênio e ventilação pulmonar para conseguir respirar melhor. Maria ainda tem atrofia da cintura para baixo, o que faz com que não consiga se locomover e também sinta muito frio. “Muitas vezes, preciso utilizar água quente em garrafas descartáveis para esquentar. Eu não tenho bolsa de água quente e isso me prejudica muito”, confessou.

Atualmente, Maria também utiliza fraldas geriátricas e precisa de seu marido para tomar banho. “A prefeitura disponibiliza apenas quatro pacotes de fraldas por mês, o que é pouco, não dá para nada. Preciso do meu esposo para tudo, mas ele também possui dores nas costas, enfim, não é todo dia que consegue me pôr na cadeira de rodas para tomar banho, muita vezes tenho que fazer minha higiene na minha própria cama”, explicou.

Maria e seu marido vivem com o aposento e com a venda de crochês que às vezes ela realiza. “Preciso comprar remédios, nos alimentar, pagar consultas. Como faço para realizar tudo isso?”, questionou.

“Se fosse esperar pelo SUS, eu já tinha morrido”

Por ser acamada, Maria não consegue ir a fisioterapeutas e em outros profissionais da saúde. “Eu preciso de um fisioterapeuta, uma fonoaudióloga, uma nutricionista, uma neurologista e também uma psicóloga. Os médicos que fazem meu acompanhamento comentaram que eu necessito, mas não tenho condições de pagar e a prefeitura de Criciúma não disponibiliza”, comentou.

Agentes comunitários de saúde passam na residência. “Às vezes, as agentes passam aqui em casa, mas é às vezes, vale ressaltar”, ressaltou.

Maria utiliza 15 comprimidos por dia, além das bombinhas para a respiração. “Nem todos os remédios são comprados e tem medicação que é cara e não posso ficar sem, é complicado, mas preciso sobreviver”, explicou.

A criciumense está na fila para um exame de polissonografia desde 2016. “Se fosse esperar pelo SUS, já tinha morrido. Como vou esperar um exame tanto tempo? Por isso, utilizo meu salário com os médicos e também medicação”, esclareceu.

No inverno, Maria tem problemas com gripe e pneumonias. “Minha respiração é muito melhor no verão. No inverno fico gripada, tenho outros tipos de crise e isso me prejudica ainda mais”, alegou.

Ajudas

A alimentação de Maria deveria ser mais balanceada e regrada por um nutricionista, porém, pelos custos dos alimentos e dos profissionais, ela não tem todo esse cuidado. “Frutas e verduras são caras, não se pode comprar em grande quantidade porque estraga, por exemplo. Não é sempre que temos condições comprar”, declarou.

Maria ainda precisa ter cuidados nas refeições, isso porque a comida precisa ser sem sal, sem açúcar e sem carboidrato. 

Além da alimentação, remédios, fraldas geriátricas e dos profissionais de saúde, Maria precisa de duas baterias para por na cadeira de rodas. “É meu único meio de locomoção, sem as baterias eu não consigo utilizar, então, eu precisava também das baterias”, explicou.

Doações

As doações podem ser feitas por depósito ou também na casa de Maria, que fica na Rua Joana dos Santos Figueiredo, número 45, no bairro Mineira Nova, em Criciúma. Telefone de contato (48)  99614.6371 falar com Rodi, esposo de Maria. 

Conta bancária:
Agência: 2979
Operação: 013
Conta Poupança: 2493-6-0
Caixa Econômica Federal

 

Leia mais sobre: