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Sem as alças, o povo providencia um atalho

O paliativo veio como solução temporária à falta de acesso ao Naspolini, MIna do Mato e MIna do Toco
Sem as alças, o povo providencia um atalho
Foto: Denis Luciano
Por Denis Luciano Em 14/02/2017 às 13:30

Inaugurado com efeito, com direito a discurso do governador Raimundo Colombo e com status de obra estratégica, o Anel de Contorno Viário de Criciúma, em sua terceira etapa, nasceu oficialmente há quase um mês com um problema: faltaram as alças de acesso aos bairros Naspolini, Mina do Toco e Mina do Mato, gerando um problema sério para cerca de 15 mil moradores daquela região.

“Reclamamos na época, nossa reivindicação foi encaminhada e pediram prazo até o meio do ano. Estamos no prazo”, comenta o morador Romildo Soares, um dos participantes do movimento que levantou cobranças ao Estado antes da inauguração.

O povo fez
um atalho

Houve um erro no projeto do Anel Viário, que omitiu os acessos. A população não perdeu tempo e improvisou. No final de semana, alguns moradores das redondezas, fazendo uso de pás e picaretas, melhoraram a condição do acesso improvisado, de chão batido, que ali existia, fazendo a ligação do Anel Viário com a Rodovia Archimedes Naspolini, que passa sobre o viaduto. A reportagem do Portal Engeplus constatou em poucos minutos, nesta manhã, o trânsito de alguns automóveis e motocicletas no atalho criado.

“Temos conhecimento desse acesso, permitimos que as pessoas fizessem uso dali, mas já estamos tomando as providências”, afirma o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), João Fabris. A empresa responsável deve entregar ao Deinfra, até o fim do mês, o projeto das alças e também de uma rótula a ser construída em outro ponto, para facilitar o acesso ao Distrito Industrial do Laranjinha. “Depois, o secretário Vampiro (Luiz Fernando Cardoso, titular da Infraestrutura no Estado) emite a ordem de serviço e no meio do ano queremos entregar essas alças”, salienta Fabris. “No projeto, vamos tomar o cuidado para precisar do mínimo de desapropriações, para agilizar o processo”, detalha o secretário.