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Na burocracia nascem novos bairros em Criciúma

Na burocracia nascem novos bairros em Criciúma
Foto: Reprodução / Google Earth
Por Denis Luciano Em 08/08/2017 às 19:03

O Portal Engeplus levantou a discussão há três meses: oficialmente, cerca de 60 mil habitantes de Criciúma moram em bairros que não existem oficialmente. Desde então, a Câmara, por iniciativa do vereador Zairo Casagrande (PSD) vem trabalhando para resolver o problema. “E isso cria transtornos, já que muitos bairros não possuem identidade nem dados estatísticos, e há o endereçamento também”, explica.

Depois de muita pesquisa para confrontar o mapa que consta no IBGE e a realidade dos bairros da cidade, Casagrande relacionou mais de uma centena de bairros carentes de registro oficial de existência. “Não existe qualquer questão política, é um encaminhamento puramente técnico. Nossa meta é que no Censo de 2020 já possamos pesquisar Criciúma com todo o seu território em bairros delimitados oficialmente”, afirma o vereador.

Quinze bairros já passaram na CCJ

Cada bairro da lista é um projeto que precisa tramitar na Câmara. E os primeiros 15 já ganharam parecer pela constitucionalidade e agora vão para as demais comissões e depois para o plenário. São os bairros Demboski, Floresta I, Floresta II, Jardim Montevidéu, Laranjinha, Linha Anta, Linha Batista, Linha Cabral, Mina do Toco, Monte Castelo, São Roque, Verdinho, Vila Francesa, Vila Macarini e Vila Selinger.

Pediu a benção do bispo

“Um bairro, para existir oficialmente, precisa de um decreto. Com esse trabalho estamos corrigindo antigas distorções como o caso do Centro”, lembra Casagrande. Oficialmente a área do Centro de Criciúma chama-se Vila São José. “Já conseguimos por ofício aval do bispo Dom Jacinto, consultamos a igreja por respeito às questões históricas mas com esse trabalho o Centro será Centro e São José será um bairro que já existe na grande Rio Maina”, detalha o vereador.

Mais quinze bairros

O segundo lote de projetos para oficialização de bairros conta com mais 15 na lista e está sendo protocolado nos próximos dias: Capão Bonito, Morro Albino, Primeira Linha Sangão, Estaçãozinha, Coloninha Zilli, Vila Miguel, Vila Visconde, Catarinense, Wosocris, Sangão, Distrito Industrial, Liberdade, Nossa Senhora do Carmo, Cidade Mineira Velha e Cidade Mineira Nova.

“Estamos fazendo tudo com base em bairros já existentes mas não registrados. Não se inventou nada, e a pesquisa foi feita em parceria com a cartografia da prefeitura”, conta o autor dos projetos.

No futuro, o distrito da Quarta Linha

Depois de efetivados os registros e alinhados todos os bairros conforme a lei, a última etapa será a luta para a criação do novo distrito de Criciúma, que deve abranger a região da Quarta Linha. “Mas essa luta virá mais adiante, mas se justifica pela importância de nossa região agrícola”, conclui o parlamentar.