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Portas fechadas para exigir mais segurança

Portas fechadas para exigir mais segurança
Por Richard De Luca Em 26/10/2011 às 13:34
Os comerciantes de Forquilhinha estão preocupados com a insegurança da cidade. O latrocínio que aconteceu no final da tarde de ontem no Centro do município foi o caso mais grave em quase 100 anos de história. Em protesto à falta de segurança e em luto pelo comerciante, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Forquilhinha (CDL) decretou que as lojas não abrissem as portas hoje. Algumas respeitaram, outros estabelecimentos abriram, mas a diminuição do movimento foi notável na região central do município.

A farmacêutica Juliana Macan está preocupada. “Até mês passado estava tranqüilo, mas este mês já assaltaram a casa do meu vizinho, um posto de combustíveis e agora esta relojoaria. A gente sente falta de policiais na cidade”, reclama. De acordo com o presidente da CDL de Forquilhinha, Claudemiro Michels, a falta de efetivo da PM está deixando todos com medo. “Os bandidos não têm respeito nenhum. Um crime como esse que aconteceu à luz do dia, com muitas pessoas na rua. Discutimos com o poder público e com a PM muitas ações, mas nada é feito efetivamente”, diz Michels.

O tenente-coronel comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, Márcio Cabral, diz que o que está ao alcance é feito pelos policiais militares. “Fazemos a ronda policial no comércio em Forquilhinha, pode até inibir a ação de criminosos, mas não garante que um caso isolado como esse aconteça”, disse. Cabral crê que o crime é uma fatalidade. Em Criciúma aconteceram mais de 500 assaltos este ano e nenhum se tornou latrocínio, já em Forquilhinha foram menos de 30 e um deles acabou com a morte de uma pessoa.

“A comunidade tem que continuar protestando e clamando por segurança todos os dias e em todos os lugares”, comentou Cabral. Um dos problemas mais criticado por qualquer policial, seja civil ou militar, é a proteção que a legislação confere aos infratores com menos de 18 anos. O adolescente que atirou contra o comerciante de Forquilhinha tinha 40 passagens por atos infracionais como furto e nunca foi punido. “O jovem que desferiu o disparo foi identificado e se for preso e condenado culpado não vai ter nenhuma punição e será livre novamente. Precisamos de uma punibilidade para menores de 18 anos e discutir esta punibilidade aos jovens de menos de 16 anos”, palpita o tenente-coronel.