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Mãe de preso nos EUA apela a Obama

Por Nei Manique Em 25/08/2009 às 11:09

Preso em 2005 e recluso na penitenciária de Norfolk, Massachusetts (EUA), sob acusação de ato terrorista, o drama do criciumense Joel Lemos, 40 anos, pode ganhar a atenção do governo estadunidense. No mês passado, a mãe Deomir Cardoso Lemos, 73 anos, enviou carta ao presidente Barack Obama, solicitando a sua intervenção.

A informação é destacada nesta terça-feira pela jornalista Taize Pizoni no Jornal da Manhã. Na reportagem, ela inclui declaração anexada à carta de um representante da Sociedade Beneficente Muçulmana de Criciúma, relacionada à posse de Joel de um exemplar o Alcorão. Teria sido um presente recebido no início da década de 90.

Joel foi preso sob a acusação de colocar uma bomba caseira no carro de um conterrâneo, motivado por ciúmes. Sua ex-namorada, de nacionalidade estadunidense, estaria se relacionando com a vítima.

“A situação agravou-se quando a polícia descobriu um exemplar do Alcorão nos pertences do criciumense e, entre as folhas, o desenho de um artefato explosivo. Joel passou a ser considerado, então, um terrorista”, relembra Taize.

A carta a Obama, traduzida por uma neta também radicada nos Estados Unidos, inspirou-se na libertação de duas jornalistas estadunidenses detidas na Coréia do Norte. “Se ele pediu clemência por elas que estavam presas em outro país, eu, que sou mãe, o que não faço por meu filho”, diz Dona Deomir.

Nas cartas que recebe de Joel, não faltam reclamações acerca do tratamento na penitenciária, “faltando-lhe assistência médica e odontológica”, revela Taize. Há poucos meses, segundo ainda a jornalista, a família soube que um recurso será apreciado em breve pela Suprema Corte. “Contudo, em suas cartas, o brasileiro alega não ter recebido a visita de nenhum advogado”, conclui a repórter do JM.

CARTA A OBAMA
Abaixo, um parágrafo da carta enviada por Dona Deomir ao presidente Obama:

“Tomei conhecimento que meu filho vai ter outro julgamento. Peço encarecidamente que o senhor interceda pelo meu filho, para que ele tenha um julgamento justo. O senhor é um homem justo, tem coração bondoso. Se meu filho tiver que cumprir alguma pena por determinação da justiça, peço que ajude o Joel a vir cumpri-la no Brasil.”

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