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Os Segredos da Cozinha Sírio -Libanesa

Os Segredos da Cozinha Sírio -Libanesa
Por Chef Motta Em 12/09/2019 às 22:59 - Atualizado há 1 mês

Na Cozinha com Chef Motta

Babaganuche (pasta de berinjela) 

  
Ingredientes  

4 berinjelas grandes com casca 
3 colheres de sopa de tahine 
2 colheres de sopa de suco de limão 
2 dentes de alho amassados 
sal a gosto 

Modo de fazer  

Coloque as berinjelas de molho em água com sal e limão, para tirar o 
amargor e não escurecer. Depois descasque-as e asse-as no forno, em uma 
forma de vidro com azeite de oliva por cerca de 15 a 20 minutos. 
Depois de frias, pique as berinjelas e passe a polpa no 
liquidificador.Passe para uma tigela e acrescente o Tahine, o suco de  ::
limão, o alho e o sal á gosto.Decore com pedaços da casca.Sirva com pão 
árabe.

NOTA: o babaganuche é servido normalmente como entrada. O tahine é feito

Com gergelim e pode ser encontrado pronto em lojas que tenham produtos árabes.

 

 Os segredos da cozinha Sírio-Libanesa


 Cozinha é Cultura:

O requinte da cozinha sírio-libanesa só` é comparável a sua generosidade. Uma cozinha que é realmente farta e bem caseira, normalmente feita por mãos femininas e horas e horas de trabalho junto aos fogões.

Quem já participou de algumas comemorações árabes não vai esquecer tão

Cedo a sua fartura e generosidade dos anfitriões. Esta arte da hospitalidade é uma velha tradição do oriente médio, do Líbano da Síria e continua sendo praticada pelos que vieram para o Brasil e que respeitam os costumes antigos.

Nessas regiões, os pratos desfilam durante horas e os anfitriões fazem questão de explicá-los e oferece-los com insistência. Comer bem e bastante numa cozinha árabe representa o reconhecimento de que a hospitalidade foi apreciada e isso deixa quem recebe contente e satisfeito.

Uma cozinha que presta atenção nos detalhes e é muito trabalhosa. Todas as etapas de preparação de um prato devem ser obedecidas e os ingredientes preparados com todo o cuidado. Limpar uma carne para um quibe, por exemplo, chega a ser uma arte, pois todo o resquício de gordura e de nervo é cuidadosamente retirado.

Uma cozinha, portanto, trabalhosa, detalhista, parcialmente ameaçada pelos tempos modernos, onde a pressa, a falta de tempo é a regra. Esta ficando cada vez mais difícil encontrar alguns pratos árabes que realmente demandam muito tempo.

A cozinha sírio-libanesa reúne tradições mediterrâneas, européias e orientais. Como já visto, a muitas semelhanças com a cozinha grega e outras regiões, como demonstram alguns pratos como os charutinhos de folhas de uva, ou de repolho, o uso extensivo de legumes mediterrâneos, notadamente a berinjela e a abobrinha, o azeite de oliva e outros ingredientes. Do oriente, muitas especiarias e temperos típicos. Também no Líbano, uma cozinha ligada a raízes, ao mesmo tempo, cosmopolita.

Um jantar árabe começa com uma profusão de pratos frios, entre os quais o homus, uma espécie de patê de grão-de-bico, extensivamente utilizado e a pasta de berinjela, o babaganuche, que , quando corretamente feita, deve ter um aroma levemente defumado, pois é necessário queimar a pele com cuidado, para retirá-la e não deixar o prato pesado.

Outra presença constante é o tabule, a salada árabe com o trigo levemente quebrado, o boulghour, que aparece em tantos e tantos pratos.

Vamos encontrar esses trigos em muitos tipos de quibe. O quibe originalmente, é feito com carne de cordeiro, a mais comum apreciada no Líbano e Síria, onde ela é consumida de mil maneiras, inclusive crua.

Os miúdos de cordeiro também são realmente populares nessa cozinha.

Aqui, onde o cordeiro é mais raro e a carne de boi boa e relativamente mais farta, o prato acabou sendo adaptado e se tornou realmente popular.

O Quibe é o mais comum, pode ser encontrado em muitos bares de São Paulo e outras cidades, mas a muitas outras versões. O quibe assado, também chamado de quibe de bandeja, com muita manteiga; o quibe michui, ou de bola, pois é arredondado e com um recheio gorduroso para que não fique seco, e o quibe cru, servido inicialmente no inicio das festas com muita cebola, azeite de oliva e hortelã. Há até

 O quibe de peixe, muito saboroso.

 

 

 

 

 

 O Kafta, que leva também carne moída, mas não o trigo, também tem várias versões, entre as quais a grelhada na brasa, a mais popular e a feita no forno, Vamos encontrar também na culinária árabe, além dos charutinhos, muitos legumes recheados, como a abobrinha, servida normalmente com um molho de tomate.

 

E o arroz, parte importante nessa cozinha, está quase sempre presente nesse recheio ao lado da carne e outros temperos.

  O arroz é também utilizado para rechear muitos animais. O carneiro recheado com arroz, carne e o pinhão típico do Líbano, o “cubar”, é um dos pratos mais prezados e dos mais saborosos da região. Também o frango é comumente recheado.Aqui, ficamos com o pernil de cordeiro com arroz, preparado com seu caldo e com o arroz com frango desfiado e amêndoas,que entra na composição de muitos pratos.

    Os peixes são comuns na culinária árabe, mas não aparecem nos restaurantes que servem especialidades dessa cozinha.

    O peixe taratur talvez seja a receita de peixe mais popular. Aqui é apresentado numa versão com nozes, tahine, ingredientes à base de gergelim e outros temperos como limão.

    As esfihas também conhecem muitas receitas. A proposta é da aberta, a mais fácil de ser feita. A sua massa é realmente delicada e leve .Quem quiser pode faze-la fechada.Mais  sofisticada , a esfiha de massa folhada , quando bem feita , derrete na boca.Também se pode aproveitar a receita da massa para fazer pequenas e esfihas , de uns 3 cm de diâmetro com o zatar , um tempero muito típico e caro que pode ser encontrado em casas que tem produtos típicos.

     Muitos pratos árabes costumam ser acompanhados de uma salada verde, ou coalhados árabe, bem consistentes. Essa coalhada é muito importante  no receituário sírio-libanês e acompanha as entradas , quibes (quibe labanie)e tanto outros pratos.

      A confeitaria sírio-libanesa é generosa, bastante açucarada, com muitas caldas. E as trouxinhas de tâmaras e os pastéis de nozes são bem representativos.

 FONTE: Companhia União dos refinadores açúcar e café.