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Avaí e Criciúma terminam ano em alta; Chape em baixa

Avaí e Criciúma terminam ano em alta; Chape em baixa
Por Emarket Em 08/12/2021 às 14:10

O futebol catarinense não teve um bom ano na elite do futebol brasileiro, com a Chapecoense sendo rebaixada com uma campanha muito ruim e a lanterna da competição. Entretanto o estado pode se orgulhar de mais um acesso do Avaí, que será o representante de Santa Catarina na Série A em 2022 e o Criciúma, que conseguiu o acesso para a Série B após ótima campanha na terceira divisão.

Para quem fez suas apostas nas forças de Avaí e Criciúma em suas respectivas divisões (confira mais informações aqui para saber sobre bons bônus de boas-vindas para usar) o desempenho foi excelente, mas é preciso manter os pés no chão porque o futebol é dinâmico e os clubes não estão conseguindo se firmar na elite do futebol nacional.

O Avaí é o campeão de acessos para a Série A desde a mudança para os pontos corridos, em 2003. Desde lá a Ressacada ficou em festa pela chegada à elite em 2008, 2014, 2016, 2018 e 2021. Se isso é um número bom de comemorar, ao mesmo tempo indica que o time não consegue se manter.

Claudinei Oliveira foi de novo o treinador do acesso, algo que tinha acontecido em sua primeira passagem também. Entretanto um problema que ele teve que encarar nesta segunda passagem é muito preocupante: os salários estão atrasados e o novo presidente, Julio Heerdt, colocou a resolução desse problema como prioridade. Heerdt não garantiu a presença de Claudinei, dizendo que iria conversar com o treinador e também definir um diretor técnico.

As novas receitas, muito maiores para times da Série A não só para os direitos televisivos (principal fonte de receita até para os grandes clubes do país), mas também para patrocínios e desempenho esportivo, podem ajudar nesse pagamento. Mas também é necessário planejamento para montar um elenco competitivo, que tire o time dessa gangorra sem prejudicar os anos futuros e o balanço das contas.

A mudança nas forças do futebol brasileiro beneficia clubes que não tem imensas torcidas, mas fazem planejamentos realistas, não contraem dívidas e montam aos poucos boas estruturas e elencos. Na Série A há bons exemplos de clubes que subiram de patamar como Ceará, Fortaleza e Atlético-GO, enquanto clubes tradicionais como Vasco, Cruzeiro e Botafogo tem dívidas impagáveis e tropeçam em suas desordens internas.

Criciúma tenta o caminho de volta

É do Criciúma o maior título do futebol catarinense, a Copa do Brasil de 1991 conquistada de forma invicta. É preciso citar também a conquista da Chapecoense da Copa Sul-Americana de 2016, infelizmente marcada pela tragédia com o elenco. O Tigre é o segundo time do estado em participações na elite do Brasileirão (atrás do Figueirense) e o primeiro da Copa do Brasil. Ou seja, estar em divisões inferiores não é o lugar do clube.

Mas a última vez que o time esteve na elite do futebol nacional foi em 2014, quando fez péssima campanha e foi rebaixado. O problema é que as más notícias se sucederam, com mais um rebaixamento em 2019, dessa vez para a Série C e uma campanha horrível em 2020 que quase levou o time para a quarta divisão.

Mas em 2021 as coisas mudaram. Henan foi o herói da vitória contra o Paysandu no Pará que garantiu o acesso para a segunda divisão, ficando em segundo no seu grupo atrás do Ituano, que foi campeão da terceira divisão. Será que em 2022 dá para comemorar mais um acesso?

Já a Chapecoense precisa recolher os cacos após mais um rebaixamento, o segundo desde a tragédia que afetou o clube de forma insuperável. Este ano completou cinco anos da queda do avião que vitimou 71 pessoas.

O acesso da Chape em 2020 foi improvável, com uma campanha incrível que poucos esperavam, já que o clube passa por uma enorme crise financeira e ainda perdeu seu presidente, Paulo Magro, por complicações decorrentes da Covid-19. Com o dinheiro da primeira divisão é possível melhorar as contas, mas com a queda é preciso reajustar os gastos e continuar essa linda história com uma relação renovada com a torcida.

Fonte: Wikimedia Commons | Texto: Emarket