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Sem times de Série A, Rubinho projeta um Estadual equilibrado; lançamento ocorre na segunda-feira

Presidente da FCF também elogiou o Brusque: “tem feito as coisas com os pés no chão”
Sem times de Série A, Rubinho projeta um Estadual equilibrado; lançamento ocorre na segunda-feira
Foto: Divulgação/Federação Catarinense de Futebol
Por Thiago Hockmüller Em 16/01/2020 às 09:59

O lançamento oficial do Campeonato Catarinense acontece nesta segunda-feira, dia 20, em evento na sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), no município de Balneário Camboriú. Mais curto e com nova fórmula, o Estadual também não terá uma equipe de Série A de Campeonato Brasileiro, e isto representa equilíbrio. 

Em entrevista ao Portal Engeplus, o presidente da FCF, Rubens Angelotti, projetou um campeonato diferente em relação aos últimos anos, quando a Federação sempre teve algum clube na Série A. Para ele, isto significou elencos caros e já montados durante a competição. 

Desta vez, Rubinho projeta times mais modestos, com folhas de pagamentos desidratadas, porém elencos equiparados tecnicamente. “Este campeonato de 2020 será diferente. Como não temos equipes na Série A, se estruturando com reforços já dentro do Catarinense, será um campeonato equilibrado e com todos os times no mesmo nível. A Federação não tem gerência dentro dos clubes, ela fomenta o futebol, mas não interfere em contratação e demissão. A Federação fica de mãos atadas, quem tem que gerir o futebol são os clubes, as gestões, fazendo trabalho de excelência, o que não aconteceu neste ano”, explica. 

Foi um ano muito difícil, pairou uma nuvem negra em cima do futebol catarinense. De todos os clubes, o que se salvou foi o Figueirense, que todos já davam como rebaixado. A exceção foi o Brusque, que presenteou o Estado com o título da Série D. A Federação espera que os clubes se fortaleçam em 2020, que a gestões sejam mais profissionalizadas para não acontecer o que ocorreu em 2019. 

presidente da FCF, Rubens Angelotti
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De olho no Brusque  

Com os rebaixamentos de Avaí e Chapecoense para a Série B, do Criciúma para a terceira divisão, e com a campanha fraca do Figueirense na segundona, a grande sensação do futebol catarinense em 2019 foi o Brusque. Campeão da Série D e da Copa Santa Catarina, o clube do Vale do Itajaí chega como o grande exemplo a ser seguido na atual temporada. 

Para o presidente da FCF, muitas equipes do Estado passam por turbulências financeiras. E estas dificuldades precisam esbarrar em bons planejamentos. “Eles têm feito um bom trabalho, acertado nas contratações e feito coisas com os pés no chão, sem exageros de altos salários e medalhões. E tá dando certo. Torçamos para que todos se espelhem no Brusque, até para não endividar seus clubes. Estamos com dificuldades em alguns clubes, com dívidas. O ano de 2020 será muito difícil para alguns clubes do Estado”, alerta Rubinho. 


Brusque é considerado a sensação do futebol catarinense em 2019. (foto: Mauro Neto/Sejel)

Nova fórmula, menos jogos

Na cerimônia de abertura do Estadual estarão os presidentes e dirigentes dos 10 clubes participantes, além da Federação Catarinense de Futebol e da Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina. 

Na edição 2020 da competição, que inicia na quarta-feira, dia 22, uma nova fórmula de disputa, com quatro fases: inicial, quartas de finais, semifinais e finais. Na primeira fase os clubes se enfrentarão no sistema de pontos corridos somente em turno. Após as nove rodadas, os oito primeiros colocados estarão classificados para as quartas, onde o melhor colocado enfrentará o último e assim sucessivamente. 

A partir da segunda fase, as equipes classificadas se enfrentarão no sistema eliminatório, em jogos de ida e volta, até a definição do campeão. No mata-mata, os critérios de desempate serão: número de pontos, saldo de gols e decisão por pênaltis. 

Com a nova fórmula, somente um clube será rebaixado para a segundona estadual. E esta definição acontecerá em confronto entre os dois últimos colocados da primeira fase. 

Segundo a FCF, a partir de 2021 o Catarinense contará com 12 equipes. Portanto, neste ano serão três vagas de acesso para a elite.

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