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‘Não é coisa digna de um Governo fazer isso’, diz Rubens Angelotti sobre suspensão do Catarinense

FCF ainda tenta reverter situação para terminar campeonato dentro do campo
‘Não é coisa digna de um Governo fazer isso’, diz Rubens Angelotti sobre suspensão do Catarinense
Foto: FCF
Por Lucas Renan Domingos Em 25/07/2020 às 20:40

O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti, não esconde a insatisfação com o Governo de Santa Catarina em relação a suspensão das competições esportivas no Estado até o dia 7 de agosto. A medida impede a realização da fase final do Campeonato Catarinense e a FCF tentará revogar o decreto.

“Não é coisa digna de um Governo fazer isso, não ter um canal aberto com a federação para alinhar as coisas, conversar e dizer pelo menos que não iria dar. Eu não consigo entender. O Paraná está na mesma situação de Santa Catarina e está terminando seu campeonato. São Paulo a mesma coisa, Rio de Janeiro já terminou, Minas Gerais vai recomeçar, Rio Grande do Sul já recomeçou. E Santa Catarina não pode. Qual o motivo? É o que eu quero saber”, questionou Angelotti em entrevista ao Tabelando.

O presidente da FCF chegou a citar a “politicagem” como motivação para a suspensão da competição. “É uma indignação total. Não quero pensar que haja uma politicagem nisso, mas dá para ver que está havendo uma politicagem muito forte em cima disso. Não querem o término do campeonato para favorecer alguns clubes”, pontuou.

Mesmo com as críticas contra o governo de Santa Catarina, Angelotti afirmou que a federação procurará um novo diálogo. E insistiu na ideia de terminar a competição. Uma das propostas, seria realizada a semifinal e a final em jogo único, reduzindo o número de datas.

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“Ainda vamos tentar um diálogo com o Governo do Estado, o que é difícil, mas vamos tentar para revogar este decreto. O decreto trata sobre esportes com reuniões de público e o futebol não tem isso. Vamos tentar. Fica suspenso por enquanto o Campeonato Catarinense. O meu desejo e o da federação é terminar dentro de campo. E vamos tentar, de todas as formas, em meio ao Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e datas Fifa. Nem que a gente tenha que fazer em vez de dois jogos fazer um só para tentar fazer um jogo só e tentar chegar até a final e também fazer o jogo do rebaixamento”, completou.

E é justamente o jogo do descenso que mais preocupa a FCF. É que no ano passado ficou acordado entre os clubes da Série A e da Série B que em 2021 a primeira divisão do estadual teria não mais dez times, mas 12. “No Conselho Técnico do ano passado, os clubes de Série A e Série B entraram em um acordo junto com a federação de subir três e cair um para o ano que ver o campeonato ter 12 clubes. O que não podemos é no ano que vem a gente fazer um campeonato com 13 clubes com pouquíssimo número de datas que vamos ter. Com certeza os campeonatos regionais do ano que vem serão curtos, porque o Campeonato Brasileiro vai até fevereiro. Vamos trabalhar. Não desistimos. Eu não desisto tão fácil”, apontou Angelotti.