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Gilmar Cechet quer criar modelo de gestão no Criciúma para arrecadar R$ 25 milhões ao ano

Empresário fala em venda de 5 mil ações no valor de R$ 5 mil cada
Gilmar Cechet quer criar modelo de gestão no Criciúma para arrecadar R$ 25 milhões ao ano
Foto: Divulgação
Por Lucas Renan Domingos Em 03/09/2020 às 18:59

Caso Jaime Dal Farra cumpra a sua promessa de deixar a presidência do Criciúma ao fim da atual temporada, o Tigre, certamente, já saberá, após a saída do atual mandante, quem deverá ser o próximo nome a ocupar o cargo máximo dentro do clube. Candidatos não faltam. Já existem três propostas sendo montadas para serem apresentadas ao Conselho Deliberativo. A mais recente delas, a do empresário Gilmar Cechet, que surgiu como o terceiro interessado a assumir a presidência do tricolor carvoeiro.

Depois de Moacir Fernandes e Alexandre Farias detalharem seus projetos no Debate Tabelando, foi a vez de Cechet ser entrevistado no programa e demonstrar porque pretende gerir o Tigre. A ideia do empresário é criar uma empresa S/A (Sociedade Anônima) e, com isso, arrecadar anualmente para o Criciúma o valor de aproximadamente R$ 25 milhões. “Será uma empresa de capital fechado, paralelo ao que acontece hoje com a GA (Gestão de Ativos, de propriedade de Jaime Dal Farra. Esse valor anual acreditamos ser factível, mas caso nosso projeto seja aprovado, vamos aprofundar isso”, apontou Cechet.

Para arrecadar os R$ 25 milhões, a empresa que comandaria o tricolor venderia ações. “Pensamos em 5 mil acionistas pagando aproximadamente R$ 5 mil cada um. Mas uma mesma pessoa pode ter dez ações, e pagar 50 mil”, explicou. Na avaliação de Cechet essa seria a forma mais simples de conseguir dinheiro para o Criciúma. “As propostas que foram colocadas tanto a do Moacir quanto a do Alexandre são interessantes. Mas acredito que nossa será perene, fazendo com que o Criciúma tenha uma arrecadação estável e não ficando sempre nesta preocupação de recurso quando sai um presidente e entra outro”, analisou.

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Para o empresário seu modelo de gestão atrairia mais torcedores interessados em investir no Criciúma. “A intenção do Moacir, por exemplo, é achar quem investiria quase R$ 1 milhão no clube. Isso para poucas pessoas é difícil. Acreditamos que dividindo, fica mais fácil e dá a chance do torcedor se sentir realmente dono do clube. Queremos que o torcedor vá ao estádio e veja o time em campo como sendo ele que contribuiu para aquele desempenho”, salientou.

Cechet não quis relevar quem estaria com ele no projeto. “Temos um grupo aí de umas seis pessoas, mas em respeito a elas prefiro não as nomear”, limitou-se a dizer o empresário. Ele confirmou que deve apresentar a sua proposta ao conselho. O prazo estabelecido para todos os interessados é o dia 15 de setembro.

“Eu estava analisando as propostas do Moacir e do Alexandre e vi que também tínhamos condições de expor nosso projeto. Pode ser que lá na hora, na votação, nossa proposta não seja a escolhida, mas queremos ter a condição de pelo menos apresentar”, disse.