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GIG: os detalhes da projeto de Alexandre Farias para assumir o Criciúma

Modelo foi apresentado na tarde desta terça-feira, dia 15
GIG: os detalhes da projeto de Alexandre Farias para assumir o Criciúma
Foto: Mateus Mastella/Tabelando/Engeplus
Por Lucas Renan Domingos Em 15/09/2020 às 21:04

Grupo de Investimento Gestor (GIG). É este o nome dado ao projeto liderado pelo advogado Alexandre Farias para gerir o Criciúma após a saída de Jaime Dal Farra, que deve acontecer com o fim da atual temporada, em fevereiro de 2021. O planejamento com as ideias centrais e os principais membros da diretoria sugerida pelo advogado foram apresentadas em coletiva na tarde desta terça-feira, dia 15, e será entregue ao Conselho Deliberativo do clube. A proposta teria duração de dez anos, sendo renovada no segundo e sexto ano de contrato.

O grupo formado por Farias tem nele a figura de candidato a presidente do Tigre. Ao seu lado estarão Francisco Gomes, empresário do Rio de Janeiro, que seria o CEO do clube. O ex-zagueiro Júlio César, que jogou em clubes como Real Madrid, Milan, Real Sociedad e Benfica, seria o vice-presidente de Futebol. O médico ortopedista Marinho Búrigo teria como cargo de vice-presidente de futebol e Antônio da Silva da Rosa, o Viola, será o assessor esportivo. A diretoria ainda terá um vice-presidente administrativo, um vice-presidente de patrimônio, um vice-presidente financeiro e um vice-presidente jurídico, que não estão definidos.

“Criamos um modelo para dar um novo modelo de gestão que tem acontecido em alguns clubes de futebol, de federações, confederações e que entendemos ser eficaz”, apontou Farias. “Temos uma equipe definida, ainda não completa, mas que quer resgatar a identidade, a marca do Criciúma para tentar trazer a torcida de volta. Nosso projeto é voltado ao torcedor”, acrescentou o candidato à presidência.

Investimentos

Farias acredita que atualmente, o Criciúma tem capacidade de arrecadar mensalmente a quantia máxima de R$ 700 mil mensais, sendo R$ 350 mil com sócios e o restante com marketing e patrocinadores. É com este valor que acredita que a GIG precisará trabalhar para colocar o planejamento em pratica.

“Se nós estivermos na Série B, temos que ver quanto a televisão vai pagar. Teríamos em média R$ 1,3 milhão por mês. Em um primeiro momento, estando na Série B, a gente não precisaria investir nada. Mas o Francisco e o Júlio Cesar me garantiram que fariam o investimento necessário para os primeiros seis meses. Se a gente não for para a Série B, vamos ter que fazer um time com o que vamos arrecadar. E com todo o respeito, o torcedor vai ter que entender, porque vamos ser transparentes”, destacou.

Elenco profissional

Atualmente, todos os jogadores do Criciúma possuem contratos com a Gestão de Ativos (GA), empresa do presidente Jaime Dal Farra. Ao sair do clube, Dal Farra poderá fazer um acordo com a nova gestão para definir se deixará seus atletas à disposição do Tigre. O mandatário já sinalizou que está disposto a oferecer o elenco para a próxima geração, mas a GIG já vem mapeando jogadores.

“Não sabemos com que atletas poderemos contar. Mas caso 30% do atual elenco fique, já temos pessoas trabalhando na Série B, Série C e encaminhando acordo com clubes para trazer jogadores para o Criciúma”, afirmou Júlio César. Para evitar que ao fim da gestão da GIG o Tigre corra mais uma vez o risco de ficar sem jogadores, os candidatos confirmaram que 100% dos direitos federativos dos atletas serão do clube e não dos investidores.

Categorias de base

Além de atletas profissionais, o departamento de futebol proposto pelo GIG também será responsável pelas categorias de base do clube. A intenção é que sejam criados cinco grupos de formação de jogadores (Iniciação, sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18). A intenção é captar atletas na região, em todo o Brasil e também no exterior, principalmente na América do Sul.

“Teremos um departamento exclusivo para captação. Vamos buscar ex-jogadores, daremos formação para eles para manter critérios para trazer esses jogadores para nós ou que entre em um radar para futura captação”, apontou Júlio Cesar. “A Europa também um mercado que iremos explorar. Os clubes de lá não podem contratar jogadores menores de idade, pelas leis da FIFA, mas vamos vender o nosso método de formação para que depois esses jogadores sejam contratados no futuro pelo mercado

Projeto arena e formas de arrecadações

As formas de arrecadação da GIG passarão, principalmente, pelo torcedor, apontou Farias. A intenção é refazer um plano de sócios. Outra maneira será um projeto de novos serviços nas dependências do Estádio Heriberto Hülse. Uma das propostas é transformar o Majestoso em uma Arena.

“Queremos fazer toda uma revitalização do Heriberto Hülse. Era um sonho desde a época do ex-presidente Antenor Angeloni. Queremos edificar isso. É um caminho sem volta. Em quatro ou cinco anos estaremos remodelando o Heriberto Hülse. Existe um projeto que foi feito e queremos reativar. Teria um restaurante, bar temático, lojas, salão para locação. No Ginásio Estádio Colombo Sales pode-se construir um prédio”, comentou Farias.

A proposta da GIG agora segue para o Conselho Deliberativo que deverá colocar o modelo em votação. Existe também um segundo projeto que conta com a participação do lateral Rafinha, ex-Flamengo e de Alex, ex-Coritiba envolvidos. Ambos devem ser levados para avaliação dos conselheiros.