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Baixo rendimento do Criciúma e condições do gramado causaram a derrota, justificam Cavalo e Wilsão

Tigre sofreu contra o Ypiranga e perdeu pela primeira vez na Série C
Baixo rendimento do Criciúma e condições do gramado causaram a derrota, justificam Cavalo e Wilsão
Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.
Por Lucas Renan Domingos Em 20/09/2020 às 19:44

Um jogo dominado pelos donos da casa. Foi este o cenário desenhado na partida entre Ypiranga e Criciúma, na tarde deste domingo, dia 20, no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (RS). Visitante, o Tigre sofreu diante da equipe gaúcha, que impôs o ritmo do confronto e saiu com a vitória em 2 a 0. O placar colocou o Canarinho em segundo colocado no Grupo B e tirou o Tricolor Carvoeiro do G4.

Nas justificativas pós-jogo o técnico Roberto Cavalo e o seu auxiliar Wilsão reconheceram o mau desempenho do Criciúma em campo. A atuação abaixo do esperado, combinada com a superioridade do Ypiranga e as condições do gramado culminaram no resultado negativo, avaliou a dupla.

“Hoje o Ypiranga jogou muito bem dentro de casa, nos pressionou, não tivemos um bom rendimento nos outros jogos. O Ypiranga mereceu a vitória hoje pelo que fez na partida. Tivemos dificuldades, principalmente no primeiro tempo”, destacou Cavalo. “Conversamos com todos os atletas, principalmente em relação ao gramado. A gente reconhece que foi um jogo bem abaixo do que a gente esperava. O pior que a gente teve até agora. Enfrentamos uma equipe bem equilibrada, acostumada a jogar neste gramado”, emendou Wilsão.

As dificuldades do Tigre começaram antes mesmo do confronto, lembrou Cavalo. No dia em que o elenco viajou para o Rio Grande do Sul, o técnico recebeu a notícia que dois de seus titulares – Foguinho e Victor Guilherme – foram diagnosticados com lesão e não viajariam com o grupo. As mudanças também interferiram na apresentação diante do Ypiranga.


Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

“Fomos pressionados. O Ypiranga tem uma boa marcação, um time bem entrosado. Nós tivemos dificuldades. Treinamos a semana toda com uma equipe e acabando tendo duas ausências, que foram o Foguinho e o Victor Guilherme. Não é desculpa isso, mas tivemos apenas um treino para jogar com o Carlos César pela direita e usando o Adriano como volante”, reforçou Cavalo.

Voltando a falar do gramado, Wilsão ainda frisou que os atletas sentiram o condicionamento. Na reta final do jogo, técnico e auxiliar chegaram a chamar o atacante Zeca para colocá-lo em campo, mas quatro atletas pediram para sair, forçando a mudança na estratégia. “O gramado nos prejudicou muito. Tivemos um desgaste muito grande, mais do que o normal. E gostaríamos até de fazer todas as alterações, o que não foi possível. Então isso foi o fundamental (para a derrota)”, pontuou Wilsão.

Depois de duas vitórias contra o Boa e o São Bento, o Criciúma conquistou dois empates e uma derrota, somando apenas dois pontos de novo disputados nos últimos três jogos. Questionado se a equipe vem perdendo rendimento, Wilsão negou. “Não penso desta maneira. A gente teve dificuldade. Mas a equipe está bem equilibrada, alguns atletas chegaram e, com certeza, o Criciúma já vai estar em uma forma melhor, dentro de casa, em um gramado melhor”, projetou.

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Na próxima rodada o Tigre pega o São José, no Estádio Heriberto Hülse. Mesmo com Wilsão acreditando que o Criciúma vem mantendo o desempenho, Cavalo pondera e vê a vitória na sexta-feira, dia 25, como obrigação. E diz estar preocupado com os pontos que sua equipe deixou escapar recentemente.

“Somos obrigados a vencer, até porque, pela tabela, a gente não pontuou fora. Ficamos na obrigação de vencer o São José dentro de casa”, calculou. “Eu, torcedor do Criciúma, diretoria, comissão técnica, jogadores (ficamos preocupados). Nós queríamos estar sempre no G4. É a primeira vez que ficamos fora antes de acontecer a próxima rodada. Mas o campeonato é longo, tem muitas coisas ainda para acontecer, para melhorar e buscar a pontuação necessária”, finalizou.