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Atleta da Seleção Brasileira relembra passagem pelo handebol de Criciúma

Isaura Menin está jogando pelo Rincón Fertilidad, de Málaga, na Espanha
Atleta da Seleção Brasileira relembra passagem pelo handebol de Criciúma
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 21/04/2020 às 13:39

O esporte criciumense já revelou diversos atletas, que defenderam o país nas principais competições disputadas no mundo todo. O handebol feminino de Criciúma ainda deixa seu marco com o trabalho realizado ao longo dos anos. A atleta da Seleção Brasileira, Isaura Menin, que atualmente defende as cores do Rincón Fertilidad, de Málaga, na Espanha, participou de uma live nesta segunda-feira (20) e relembrou sua passagem pela cidade do Sul de Santa Catarina. A transmissão foi realizada no perfil do Instagram da Associação Criciumense de Handebol Feminino (Acrihf).

Natural de Lucélia, interior de São Paulo, a pivô, de 25 anos, disse que a paixão pelo handebol iniciou em 2005, nas aulas de Educação Física, no período escolar. Em 2011, a atleta recebeu a proposta, conheceu o projeto criciumense e decidiu jogar no Sul do país. “Eu nunca pensei em sair da minha cidade. Mas conheci o projeto e minhas expectativas foram aumentando. Eu pensava em ir para lá e dar um orgulho maior para minha família”, disse durante a transmissão.

Responsável pela vinda da atleta ao handebol de Criciúma, o técnico Luís Carlos Vieira, que comanda a modalidade desde 2004 no município, relembrou como foram os primeiros passos da pivô no esporte. “Conheci Isaura no interior de São Paulo, uma menina grande e forte fisicamente, mas o handebol era praticado de forma muito escolar. Apostamos nas características dela e fizemos um convite para que pudéssemos avaliar melhor e propor um trabalho mais qualificado”, explicou.

Com quatro passagens pela Seleção Brasileira principal, Isaura disputou a última competição representando o país no fim de 2019. A atleta contou também durante a transmissão as experiências vividas vestindo o manto amarelo. “Eu ainda não acredito. Quando eu estou ao lado das colegas de seleção paro e me belisco para ver se é realidade. Não tem explicação. Eu passei por muita coisa e creio que sou merecedora por estar onde estou hoje”, contou.

O técnico criciumense falou sobre a alegria de presenciar o sucesso da atleta. “Ficamos felizes, pois podemos afirmar que a Isaura é cria de um trabalho sério e competente desenvolvido por Criciúma, apoiado pela Fundação Municipal de Esportes (FME), a Acrihf e o poder público municipal”, argumentou.

Com as competições paralisadas por conta da Covid-19, Isaura, que no no Brasil também atuou por Concórdia, falou sobre a rotina na Espanha. “Nós vamos no mercado e na farmácia, são os únicos lugares em que podemos ir”, disse.

O legado do handebol feminino de Criciúma

Com núcleos em quatro escolas da cidade, a FME e Acrihf atendem 80 meninas em projetos sociais, 30 mulheres em um projeto adulto para não praticantes e contam com 50 atletas de rendimento, desde categorias iniciais até a adulta. A modalidade já conquistou títulos importantes como os seis da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc), cinco dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, competições estaduais, bronze no Brasileiro Juvenil Cadete e prata no Sul-brasileiro Adulto.

Segundo a presidente da Acrihf, Camila Souza, a intenção da associação é aumentar o número de atletas na modalidade. “Pretendemos dobrar o número de núcleos nas escolas para fomentar a modalidade e formar novos talento nascidos aqui. Quanto a rendimento pretendemos manter o município entre os três melhores do estado em todas competições”, destacou.

Camila não escondeu o sonho de ver a equipe criciumense atuando profissionalmente em competições no país. “Queremos voltar a competir Campeonatos Brasileiros na base a partir de 2021 e na sequência projetamos ingressar na Liga Nacional, que é considerada hoje a maior competição do Brasil”, finalizou.

Colaboração: Fabrício Júnior/Decom

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