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A saída do Tigre e a nova profissão de Daniel Cruz

Atleta vestiu a camisa carvoeira por seis vezes no Campeonato Catarinense
A saída do Tigre e a nova profissão de Daniel Cruz
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 26/05/2020 às 09:12

Com a chegada da pandemia do coronavírus, o futebol em todo o Brasil foi suspenso. No caso do Criciúma, o time principal não entra em campo desde o dia 15 de março, quando venceu o Joinville longe de casa pelo placar de 1 a 0. Desde então, o Tigre não jogou mais. 

Com a paralisação dos campeonatos, a direção carvoeira enxugou o elenco e não renovou contrato com diversos atletas, como o atacante Daniel Cruz. O atleta chegou no início da temporada e tinha contrato até o fim de abril, vínculo esse que não foi renovado. Ele já deixou o sul catarinense e voltou para Niterói (RJ), cidade em que está vivendo com a família. 

Daniel atuou em seis partidas pelo Campeonato Catarinense e não marcou nenhum gol. “Não teve conversa de renovação por conta da pandemia do coronavírus. Não tivemos muito o que conversar e eu entendo a situação da direção do Criciúma”, reconhece. “Não estou conversando com nenhum clube. Já apareceram propostas, mas nada concreto. Ainda não acertei nenhum contrato com algum time”, completa. 

Antes de chegar ao Tigre, Daniel Cruz vestiu, em 2019, a camisa do Brasil de Pelotas. Ele veio neste ano durante o processo de renovação do Criciúma para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. “Por ser um grupo novo, o tempo foi curto para a preparação. Eu mesmo não tinha atuado com nenhum jogador que estava no elenco. Porém era uma equipe muito respeitosa, um torcendo pelo outro. A cobrança entre nós era intensa e queríamos que o Criciúma chegasse mais longe. É um grupo espetacular”, avalia. 

No último dia 13 de maio, o presidente do Criciúma, Jaime Dal Farra entregou uma carta anunciando sua saída do clube no final de 2020. Daniel afirmou que o mandatário sempre teve uma boa relação com o elenco. “Um homem de palavra. Ele é um ser humano incrível e do bem. Li sobre a saída dele, mas desejo o melhor para sua vida profissional e pessoal porque é um homem bom e que honra com a palavra”, descreve. 

Nova profissão? Depende! 

Daniel e sua família estão vendendo pastéis para conseguir dinheiro em meio a pandemia do coronavírus. Ele garante que era um desejo antigo e está gostando, porém ainda aguarda voltar atuar aos gramados do Brasil. “Foi uma forma que encontramos de fazer algo e pagarmos as contas. É um dinheiro que ponho dentro de casa e não criamos dívidas. Deus me deu a oportunidade e estamos indo bem”, conta. 

Os pastéis são vendidos de forma delivery e, por ter certa visibilidade na localidade, está vendendo bem. “A situação no Rio de Janeiro é bastante crítica em relação ao coronavírus, mas estamos nos cuidando e tomando os cuidados necessários em relação a saúde. Esperamos que tudo isso passe logo”, comenta. “Estou treinando nos tempos vagos e me dedicando também a venda dos pastéis. Estou unindo os dois”, acrescenta. 

Agradecimento ao clube e torcida 

Daniel agradeceu sua passagem pelo Criciúma e garantiu que foi muito feliz durante os meses em que esteve em Santa Catarina. “Minha família adorou a cidade. Aproveitamos bastante a região no tempo que tínhamos livre e foi proveitosa a passagem pelo clube. Não descarto a possibilidade de voltar, mas neste momento não tem nenhuma conversa”, finaliza.