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'É uma situação muito chata, uma ferida que está aberta', afirma Foguinho sobre rebaixamento

Volante carvoeiro atuou em 19 partidas e marcou 3 gols na Série B
'É uma situação muito chata, uma ferida que está aberta', afirma Foguinho sobre rebaixamento
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 28/11/2019 às 09:16

O Criciúma já está matematicamente rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. Mas nesta temporada, um jogador do Tigre teve uma identificação a mais com a torcida carvoeira. O volante Foguinho chegou no segundo semestre da temporada e sua primeira partida foi diante do Operário (PR) em agosto. Ele atuou em 19 partidas da Série B e marcou três gols. 

Foguinho ressalta que ninguém do clube, cidade, torcida e região queria viver. “É uma situação muito chata, uma ferida que está aberta. Está doendo muito, em todos nós, esta situação. A gente não queria, de fato, viver isso. Era algo que vinha nos assombrando durante a competição e acabou acontecendo. Agora é se reerguer. O Criciúma é muito forte, tem uma camisa muito pesada e uma torcida apaixonada. É neste momento, mais ainda, que eles têm que estar junto com a gente. Então, esperamos reverter essa situação no ano que vem e, falando propriamente de Campeonato Brasileiro, estar de volta à Série B”, comenta. 

O Tigre entra em campo nesta sexta-feira, dia 29, às 21h30, diante do Oeste, na Arena Barueri apenas para cumprir tabela pela 38ª rodada da Série B. Mas Foguinho garante que a equipe tem que estar focada. “Nós estamos vestindo esta camisa do Criciúma, então, temos que ter, no mínimo, a dignidade de honrá-la da melhor maneira possível. Então, é um jogo oficial e estamos preparados para ir lá, contra o Oeste, e tentar honrar esta camisa para acabar o ano”, pontua. 

Foguinho observa que diversos erros ao longo do campeonato fizeram com que o Tigre caísse para a 3ª divisão. “Se formos pensar passo a passo da competição, o que aconteceu, foram inúmeros erros que foram cometidos e poderiam ter sido evitados. Eu não gosto de falar muito de arbitragem, mas acredito que eles erraram em lances cruciais dos nossos jogos. Eles nos atrapalharam em lances de gols e pênaltis que não foram dados. Então, são situações que poderiam ter mudado os placares dos jogos. Isso atrapalhou muito o Criciúma, apesar do nosso desempenho não ter sido competente para ganhar os jogos. É uma situação complicada e a gente tem que tentar honrar a camisa do Criciúma contra o Oeste”, afirma.

O volante carvoeiro ressalta que os jogadores precisarão honrar a camisa do Criciúma e trazer novamente o time para a Série B. “Como eu falei: a camisa do Criciúma é muito grande. Ela tem um peso muito forte. O torcedor poucas vezes vi igual. A torcida é apaixonada e apoia muito, mesmo nós estando em uma situação muito difícil. O que essa torcida fez, na reta final, tentando nos apoiar – e nos apoiou muito – eu vi e senti poucas vezes. Então, a gente vai tentar fazer um 2020 muito melhor, ter uma dignidade muito maior e procurar trazer o Criciúma de volta para a Série B”, observa. 

O primeiro ano do Foguinho no Criciúma foi com um rebaixamento, mas ele comenta que foi um bom ano para sua carreira. “Fica uma marca negativa, que ninguém queria ter. Querendo ou não, ter uma marca de descenso na carreira é muito negativo, mas, particularmente, acredito que fiz um bom ano. Para volante é bom:  fiz seis gols e dei três assistências. Foi um ano bem produtivo para mim. Nos anos anteriores, acabei tendo lesões que me atrapalharam bastante, então, sou muito grato ao Criciúma pela oportunidade que me foi dada na Série B. Espero que ano que vem eu possa dar uma resposta muito mais positiva para o torcedor”, relata. 

“A Série B e a Série C são campeonatos muito competitivos e muito iguais. Então, são jogos decididos em detalhes. O Criciúma tem que procurar errar o mínimo possível, menos em relação a esse ano. Eu digo em todas as situações, para que possa vir muito mais forte em 2020”, comenta. 

Foguinho afirmou que não ficou surpreso com o apoio da torcida carvoeira. “Me preparei muito quando eu vim para cá. Eu estava com a cabeça muito focada, então, cada jogo era uma final de campeonato para mim. Assim nós encaramos. Então, não me surpreendi, não, pelo preparo e sou muito grato ao Criciúma pela oportunidade e pelo contrato que vai até o final do ano que vem. Então, espero corresponder às expectativas que foram depositadas sobre mim”, finaliza.