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TJD julga amanhã recurso que pode recolocar Criciúma na final dos Jasc

FME também protocolou denúncia contra as outras três equipes semifinalistas
TJD julga amanhã recurso que pode recolocar Criciúma na final dos Jasc
Foto: Divulgação
Por Thiago Hockmüller Em 06/11/2019 às 14:16

Logo após o anúncio da exclusão do time de futebol feminino de Criciúma da disputa dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), a Fundação Municipal de Esportes (FME) do município iniciou sua defesa tentado reverter a decisão da Comissão Disciplinar dos Jasc. A punição foi anunciada na manhã desta quarta-feira, dia 6, após denúncia, protocolada por São José, de suposta irregularidade de uma das atletas inscritas na competição.  

A FME já protocolou recurso junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que julgará a apelação às 11 horas desta quinta-feira, dia 7. Caso o TJD acene de forma positiva, a Capital do Carvão voltará à disputa, onde já está qualificada para fazer a final.  

Ainda nesta quarta-feira, às 15 horas, a Comissão Disciplinar do Jasc julgará Chapecoense, São José e Caçador, todos, segundo o presidente da FME criciumense, Nícola Martins, com casos semelhantes ao de Criciúma e denunciados pela delegação carvoeira. “Mostramos que existem situação iguais nas outras três equipes que disputaram a semifinal. Se fizemos errado, outros também fizeram. O procurador propôs a suspensão das partidas finais para fazer a análise dos casos”, explica. 

A denúncia 

Criciúma foi enquadrada no Parágrafo 2º do Artigo 42 do regulamento dos Jasc, que dispõe sobre a inscrição de atletas não catarinenses. Este parágrafo está embasado pela Lei nº 13.622, de 2005, que afirma: “Para efetuar a inscrição nos jogos de que trata o caput deste artigo, o atleta deverá ser nascido ou residir pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos no Estado de Santa Catarina”. 

A suposta irregularidade estaria no fato da inscrição por parte de Criciúma de uma atleta não catarinense, registrada na Federação Catarinense de Futebol (FCF), mas que não reside, pelo prazo mínimo de dois anos em Santa Catarina, como determina a regra.  

“Temos um entendimento que o regulamento da Fesporte deixa muito amplo. No entendimento de Criciúma, como ela não foi registrada em outros Estados poderia ser registada aqui e disputar os Jasc. As outras equipes tiveram casos idênticos. Alegam que a nossa atleta não reside a dois anos em Santa Catarina e reconhecemos isso, mas também nunca havia sido registrada em outra Federação. Ou as quatro são eliminadas ou Criciúma joga a final”, pondera Martins. 

Outro ponto defendido pela FME criciumense, é que a atleta em questão não atuou e por isso não influenciou nos resultados das partidas.  

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