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Piloto criciumense volta a Interlagos para buscar novamente o pódio

André Gaidzinski encara as peculiaridades da pista em São Paulo
Piloto criciumense volta a Interlagos para buscar novamente o pódio
Foto: Divulgação
Por Redação Engeplus Em 17/09/2019 às 15:32

Depois de passar pela etapa da Porsche Cup na Europa, em agosto, o piloto criciumense André Gaidzinski volta às pistas sábado, dia 21, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, onde estreou com pódio a temporada de 2019. O circuito é um dos poucos fora dos Estados Unidos a ter sentido anti-horário, o que exige concentração redobrada por parte do atleta.

"Inverter o sentido em que estamos acostumados a dirigir é algo que exige mais do piloto. Tanto fisicamente, principalmente na região do pescoço, quanto psicologicamente com os efeitos da mudança. Confesso que gosto muito do traçado desafiador dessa pista e já estou com toda a parte técnica em dia", comenta Gaidzinski.

O piloto está otimista com a passagem pelo estado de São Paulo e para encarar esse desafio tem intensificado a série de treinos físicos. Auxiliado por uma equipe de profissionais especialistas em alto desempenho, ele tem investido pesado em exercícios anaeróbicos, focados principalmente no tronco superior e no aumento da capacidade cardiovascular, e em atividades para ganho de resistência, equilíbrio, reflexo e raciocínio.

Além disso, para conquistar bons resultados na pista, ele conta ainda com as dicas de Giuliano Losacco, referência nas categorias de monopostos na década de 90, e agora campeão da Stock Car e Truck.

Considerado o principal evento de Gran Turismo da América Latina, a Porsche Cup é composta por corridas “Sprint”, de curta duração, e “Endurance”, de longa duração, em um total de nove etapas. 

Este ano, devido ao crescimento do grid após a Etapa 1, todos os carros 4.0 correm juntos e, em um outro grid, também correm juntos todos os carros 3.8, categoria de Gaidzinski.

Tecnologia e design

Para ajudar no seu desempenho e segurança, o piloto tem o auxílio de equipamentos de ponta, referência em tecnologia automotiva. Um bom exemplo disso é o capacete BELL modelo HP7, feito com fibra de carbono, sete vezes mais leve e sete vezes mais resistente que o aço. E o que o André irá estrear nessa etapa foi customizado por Allan Mosca, que também pela primeira vez está assinando uma obra oficialmente. O artista é filho do maior aerografista brasileiro, Sid Mosca, que pintou todos os capacetes de Ayrton Senna e personalizou os de Michael Schumacher, Mika Hakkinen, Emerson Fittipaldi, entre outros principais pilotos do mundo.

Além disso, para garantir bons resultados na pista, o atleta conta ainda com a mais alta tecnologia alemã em um carro com seis cilindros boxer e câmbio 'paddle shift' de seis marchas, com central de aquisição de dados 'cosworth'. Tudo isso em um modelo retrô inspirado no primeiro Porsche Campeão das 24 Horas de Le Mans, considerado um ícone no automobilismo mundial.sob