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Na primeira participação em um Parapan, mesatenista criciumense vai ao pódio

Conrado Contessi conquistou a medalha de bronze, em Lima, no Peru
Na primeira participação em um Parapan, mesatenista criciumense vai ao pódio
Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro
Por Heitor Carvalho Em 25/08/2019 às 16:31

Conrado Contessi em 30 de dezembro 2007 sofreu um acidente de carro durante uma viagem de fim de ano com a família. Em 24 de agosto de 2019 subiu ao pódio para receber a medalha de bronze, conquistada como mesatenista “Classe 1”, nos Jogos Parapan-Americanos 2019, disputado em Lima, no Peru. 

Atleta da Sociedade Recreativa Mampituba/Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma, o jogador contou com a companhia de Ramon Colombo, mesatenista “Classe 9” e do técnico Alexandre Ghisi, ambos também membros da equipe de Criciúma. Os três fazem parte da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa no Parapan.

A conquista do último sábado, dia 24, é a coroação de um planejamento que teve início lá no começo do ano. “Traçamos as metas e os objetivos, e trabalhamos para que eles fossem alcançados. Fiz reforço muscular, academia, e claro, aumentei a carga de treinamentos. Foi uma preparação bem completa, com muito foco na técnica, para aprimorar o meu jogo”, afirma Contessi, que comenta que todas essas atividades foram realizadas com o auxílio do técnico Ghisi.

O tênis de mesa que entrou na vida do atleta como forma de reabilitação no Hospital Sarah - em Brasília, após o acidente, ainda não tem muita visibilidade na opinião do profissional. “Ele é considerado mais um esporte recreativo, as pessoas brincam de ping-pong. Mas existe diferença entre um esporte sendo praticado como recreação e um que visa a qualidade, o alto rendimento. Falta essa visibilidade”.

A experiência de participar dos jogos Parapan-Americanos ficarão para sempre na memória de Contessi, que já na primeira oportunidade chegou até a semifinal, onde acabou derrotado por outro brasileiro, Aloísio de Lima, por 3 a 0. “É o meu primeiro Parapan. Como primeira experiência tá sendo ótimo. Os locais todos bem adaptados, tudo organizado. Aos meus olhos está sendo sensacional”, expõe.

Para o futuro do tênis de mesa, a expectativa é de evolução no esporte. “Assim como os esportes olímpicos, os paraolímpicos também precisam de investimento desde a base. É preciso profissionalizar, afinal atletas são profissionais”. Ainda na opinião do mesa tenista, o incentivo tem que começar nos primeiros anos de escola. “A maioria dos campeões são atletas que foram trabalhados desde o início da carreira. É assim que funciona com esportes de alto rendimento”.

Assim como Contessi, Ramon também ficou com o bronze, ao ser derrotado por 3 a 1 pelo mexicano Miguel Vazquez na semifinal. O trio criciumense composto pelos dois atletas e pelo treinador, deve retornar para Criciúma no próximo fim de semana, quando terão uma recepção especial.

A modalidade tênis de mesa apresenta uma divisão por classes, que são baseadas na deficiência dos atletas.
Da classe 1 a classe 5, fazem parte dos os atletas deficientes físicos cadeirantes. Da classe 6 a 10, os deficientes físicos andantes. Quanto menor o número, maior a deficiência.