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Criciúma 72 anos: sete décadas, dez títulos estaduais e três nacionais

O 72º aniversário será comemorado com evento no pátio do estádio Heriberto Hülse
Criciúma 72 anos: sete décadas, dez títulos estaduais e três nacionais
Foto: Divulgação / Criciúma EC
Por Redação Engeplus Em 13/05/2019 às 10:49

O Criciúma Esporte Clube comemora 72 anos nesta segunda-feira, dia 12. Mesmo sendo uma data comemorativa, a atual situação da equipe não leva os torcedores a celebrarem tanto a data. O Tigre conquistou apenas dois pontos em nove disputados na Série B do Campeonato Brasileiro, única competição que está disputando no momento. Entretanto, a história tricolor traz orgulho ao Sul de Santa Catarina. 

Na sala de troféus existem dez taças do Campeonato Catarinense, uma da Copa do Brasil e duas de Campeonato Brasileiro, Séries B e C. Hoje, a reportagem do Portal Engeplus conta um pouco da história carvoeira e dos títulos conquistados até aqui. Também lembra dos artilheiros, dos jogadores que mais atuaram com a camisa tricolor e os comentaristas do Tabelando falam sobre o futuro do clube. 

A primeira taça

O primeiro dos dez títulos estaduais do Criciúma veio ainda na era Comerciário. Foi em 1968, quando um dos destaques era o jovem Valdomiro Vaz Franco, com 22 anos. Antes de se transferir para o Internacional, clube onde faria história, ele ergueu a taça na decisão contra o Caxias, de Joinville.

Na ida, no Norte do estado, empate sem gols. Na volta, em Criciúma, marcador novamente igual: 1 a 1. A partida de desempate foi disputada na capital, no antigo estádio Adolfo Konder, demolido nos anos 80. O então Comerciário venceu por 2 a 1, com gols de Darlan e Jair.


Imagem: Teodoro Ivo Werlich - Site oficial do Criciúma

Uma taça estadual só voltaria a ser erguida em 1986, já com o nome de Criciúma Esporte Clube. Num longo campeonato que se iniciou em fevereiro e acabou em agosto, O Tigre precisou passar pela Taça Governador do Estado, Taça UFSC, Taça Plínio de Nês e pela Taça Pedro Lopes para, enfim, gritar “é campeão”.

O Criciúma levou a primeira taça, que foi disputada em dois grupos de cinco times, com os dois primeiros avançando. Após início ruim, com derrota para o Inter de Lages e empate diante do Hercílio Luz, uma vitória em um clássico sobre o Próspera por 2 a 0, em 23 de fevereiro, iniciou a arrancada para a classificação. Os criciumenses avançaram de fase em primeiro, com 10 pontos, e depois desbancaram Figueirense na semifinal e Joinville na final.

As Taças UFSC e Plínio de Nês também ficaram com o Criciúma. Na classificação geral, o Tigre venceu nove dos 18 jogos e avançou com Avaí, Joinville, Marcílio Dias, Próspera e Hercílio Luz para o Hexagonal Decisivo, a Taça Pedro Lopes, que veio em grande estilo. Com seis vitórias e quatro empates, mais os dois pontos de bonificação da campanha, chegou o primeiro título na era Criciúma, quebrando uma série de oito troféus seguidos do Joinville.


Imagem: Revista Placar

Sete títulos em dez anos

Se houve uma época dourada para o Criciúma, foi entre o fim dos anos 80 e a década de 1990. Neste período foram sete títulos, incluindo o maior da história, a Copa do Brasil de 1991.

Os anos de ouro ficaram marcados pelo inédito tricampeonato estadual entre 1989 e 1991, que foram embrionários para as campanhas inesquecíveis na Copa do Brasil em 1990 e 1991. Na primeira temporada, o Tigre parou na semifinal diante do Goiás, após perder nos pênaltis. No ano seguinte, veio a revanche nas quartas-de-final e a caminhada seguiu até o título diante do Grêmio, com o time comandado por Luiz Felipe Scolari.

Meses depois, o Criciúma, então dirigido por Lori Sandri e com a base campeã da Copa do Brasil, conquistou o terceiro título estadual consecutivo.

Em 1992, já sob a direção de Levir Culpi, o Criciúma se tornou o primeiro clube catarinense a disputar uma Taça Libertadores da América. As noites mágicas de 1992 entraram para a história do clube, com vitórias marcantes sobre o São Paulo, na fase de grupos por 3 a 0, e a goleada diante dos bolivianos do San José, por 5 a 0. O Tigre só não foi além porque parou no futuro campeão sul-americano e mundial São Paulo nas quartas-de-final.

O período recheado de títulos ainda terminou com mais duas taças do Campeonato Catarinense: em 1995, batendo a Chapecoense na final, e 1998, desbancando o Tubarão.

Século 21 de altos e baixos

Se o fim dos anos 80 e a década de 1990 foi recheada de motivos para a torcida criciumense festejar, o século XXI veio com muitos altos e baixos. Vieram dois títulos nacionais e acessos à primeira divisão, mas junto veio um rebaixamento para a Série C do Brasileirão e poucas conquistas estaduais.

No que trata do Campeonato Catarinense, o Tigre conquistou apenas mais dois troféus: o primeiro em 2005, frente o Hermann Aichinger, e em 2013, diante da Chapecoense. O tricolor do Sul ainda bateu na trave cinco vezes: 2001, 2002, 2007, 2008 e 2011.


Imagem: Arquivo Engeplus | Criciúma campeão Catarinense de 2013 

O século atual foi marcado por títulos nacionais, como em 2002, na conquista da Série B e em 2006, da Série C, mas parou por aí. O Tigre disputou a Série A em 2003 e 2004, conheceu a terceira divisão duas vezes, mas voltou à elite em 2013, impulsionado pela dupla Zé Carlos e Lucca no ano anterior. Em 2015 já estava na segunda divisão, onde permanece até hoje.


Imagem: divulgação | Zé Carlos e Lucca  

Dias atuais e futuro

O ano de 2019 não tem sido diferente dos últimos, com muitos altos e baixos. O Criciúma foi semifinalista do Campeonato Catarinense, parando nos pênaltis para o futuro campeão Avaí, foi até a terceira fase da Copa do Brasil, mas iniciou o Campeonato Brasileiro da Série B mal, sem vencer nas primeiras três rodadas.

Apesar disso, o clube não deixará o 72º aniversário passar em branco. A partir das 18 horas, a Loja Tigre Maníacos e o pátio do estádio Heriberto Hülse recebem diretores, familiares de fundadores, ex-jogadores, ex-presidentes, integrantes do elenco e comissão técnica atual, representantes de entidades da região, torcedores e demais colaboradores em evento que contará com música, coquetel especial e o corte do bolo comemorativo. Também haverá exposição de camisas e taças das principais conquistas do Tigre.

Comentários sobre o Criciúma 

O comentarista Emerson Crippa da equipe Tabelando/Portal Engeplus afirma que o Criciúma precisa melhorar no futebol, mas que tem capacidade técnica para isso. "O Criciúma realmente demanda muita paciência e apoio. É preciso sempre acreditar que o futebol vai melhorar. O clube é tocado por uma empresa, a GA que vem fazendo o máximo para ter um time competitivo, mas desde que assumiu nunca conquistou um título. Esse ano começou difícil, tanto que figura na segunda página da tabela da Série B do Campeonato Brasileiro. O futebol que vem apresentando não quer dizer que o time vai permanecer nesta posição. O time é bom, falta encaixar. Pode melhorar sim", avalia. 

O narrador do Tabelando/Portal Engeplus, Mateus Mastella conta que ser setorista do Criciúma e narrar os jogos do clube sempre foi um sonho. “Sempre fui fanático por rádio, nunca escondi para ninguém. Sonhava em narrar. Ficava olhando para as cabines de rádio, quando ia para o campo, e narrava sentado na arquibancada o jogo. Às vezes, até incomodava as pessoas do lado.  Mas saber que hoje posso descrever, emocionar torcedores que acompanham o jogo por meio do Tabelando, sinceramente, não tem descrição. Esse time me irrita, é sério, mas a confiança é sempre maior. Como diz o hino, é alma, garra e coração narrar os jogos do Tigre", comenta. 

O comentarista do Tabelando/Portal EngeplusBeto Locks relata que é preciso contratações para o clube conseguir uma boa campanha na Série B. “A continuação da temporada, pensando em acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro é que o presidente Jaime Dal Farra mantenha o trabalho do técnico Gilson Kleina e do executivo de futebol João Carlos Maringá até o fim da temporada. Mas para o Criciúma chegar ao grupo de acesso é preciso buscar reforços. Precisa de um lateral-esquerdo e de um camisa 10 que jogue diferente do Daniel Costa e mais um atacante. Jogadores cascudos e que vistam a camisa. Os novos atletas precisam agregar ao grupo”, declara.

Jogadores com mais partidas [segundo Meu Time na Rede]

1º - Vanderlei - 431 partidas

2º - Wilsão - 426 partidas

3º - Itá - 385 partidas

Jogadores com mais gols

1º - Vanderlei - 84 gols

2º - Soares - 82 gols

3º - Zé Carlos - 67 gols

Técnicos com mais jogos

1º - Gonzaga Milioli - 232 jogos

2º - Lori Sandri - 171 jogos

3º - Zé Carlos - 133 jogos

Adversários que mais vezes enfrentou:

1º - Joinville - 190 jogos

2º - Figueirense - 180 jogos

3º - Avaí - 171 jogos

Adversários que mais venceu

1º - Avaí - 75 vitórias

2º - Marcílio Dias - 66 vitórias

3º - Figueirense - 63 vitórias

Reportagem especial produzida por Eduardo Madeira e Rafaela Custódio