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As medalhistas estiveram no Portal Engeplus; o sonho agora é Olímpico

Irmãs Sabrina e Carolaini projetam o futuro e vislumbram conquistas ainda maiores
As medalhistas estiveram no Portal Engeplus; o sonho agora é Olímpico
Foto: Thiago Hockmüller
Por Thiago Hockmüller Em 16/08/2019 às 11:41

Na manhã desta quinta-feira, dia 15, a redação do Portal Engeplus recebeu as irmãs e karatecas Carolaini e Sabrina Pereira, que ao lado de Izabel Cardoso conquistaram a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Elas competiram na categoria kata por equipes e superaram o trio colombiano para cravar seus nomes na história do karatê brasileiro. Vale lembrar que esta foi apenas a primeira participação canarinho nesta modalidade.

E o bronze chegou em boa hora, como respaldo ao trabalho realizado pelo pai das meninas, Everaldo Pereira, que coordena a Associação Team Everaldo que conta com apoio da Fundação Municipal de Esportes (FME), da Faculdade Esucri e da empresa Librelato. Além do mais, também está à frente do projeto social Karatê de Inclusão, coordenado pela FME e que conta com mais de 500 alunos e cerca de 160 atletas. Foi neste projeto que elas iniciaram, se aperfeiçoaram e amadureceram como atletas.

Ela (medalha) veio como bronze, mas representa o ouro para a gente e para as pessoas que nos receberam aqui. Teve uma homenagem gigante na prefeitura. Foi muito suor, dedicação, treino, nossa cidade é pequena e muitas vezes não há tanto investimento quanto precisamos para ir para fora. Mesmo assim, suamos, fizemos um trabalho de arrecadação e participamos de campeonatos. A medalha vem e um momento especial. É importante para a gente

Carolaini Pereira, 18 anos de idade e medalhista de bronze no Pan-Americano de Lima
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Tóquio é o próximo alvo

No kata por equipes, as catarinenses atuam juntas há pelo menos oito anos e possuem ainda títulos dos Jogos Abertos, Joguinhos, Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc), Campeonato Brasileiro, além de títulos internacionais do Pan e Sul-Americano de Karatê e agora o bronze nos Jogos Pan Americanos de Lima.

As içarenses retonaram para a Capital do Mel na última terça-feira e foram recepcionadas com festa no Paço Municipal. Depois, em cima dos caminhões de bombeiros, participaram de um desfile pelas ruas içarenses. Receberam carinho, atenção e reconhecimento. Depois, entrevistas, comemorações, descanso e mais entrevistas. 

No Portal Engeplus, as meninas participaram de um bate-papo na manhã desta quinta e contaram a experiência vivida em Lima, o clima nas competições e a euforia após o anúncio da conquista.

Parece que durou uma hora, que o tempo não passava, olhava para o telão, para a nota, os árbitros e não passava. Brinco que quando árbitro foi levantar a mão, levantou em câmara lenta. E quando vimos que nós tínhamos ganhado, a primeira sensação é o peso que sai. Passa várias coisas pela cabeça. Para chegar até lá, há treino, dedicação, sente dor, estudamos, temos a vida pessoal. É uma equipe, o esforço é grande. Quando recebe a medalha, é esse alívio. Não fomos para competir, fomos para mostrar o que treinamos até hoje. Foi alívio, sentimento de dever cumprido

Sabrina Pereira, 21 anos e medalhista de bronze no Pan-Americano
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Passada a euforia pela conquista em Lima, agora as içarenses começam a planejar o futuro e as próximas competições. Aliás, Sabrina é uma das brasileiras favoritas para herdar uma vaga brasileira na seletiva para as Olimpíadas. “Temos chance, vai quatro pelo ranking mundial, mais um que é da sede, e depois tem a seletiva que vai quatro. Aí o Brasil indica alguém para ser representado (na seletiva). A chance da Sabrina é maior. Ela é o nome do Brasil hoje até 61kg, no kumite, para estar nas Olimpíadas, explica Everaldo Pereira, técnico do trio medalhista em Lima. 

Já Carolaini corre por fora e também vê chances, mas o foco é a para chegar forte e quem sabe ficar com uma vaga para os Jogos de  2024. Abaixo, confira a entrevista completa com as meninas e com Everal Pereira.

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