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Roberto Cavalo tem 33% de aproveitamento em quase dois meses no comando do Criciúma

Treinador foi o quinto profissional a atuar na área técnico do clube neste ano
Roberto Cavalo tem 33% de aproveitamento em quase dois meses no comando do Criciúma
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus
Por Rafaela Custódio Em 21/11/2019 às 09:55

Roberto Cavalo chegou ao Criciúma no dia 27 de setembro com a missão de livrar a equipe do rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. Ele foi o quinto técnico da temporada, antes dele Doriva, Gilson Kleina, Wilsão (interinamente) e Waguinho Dias comandaram o time tricolor. 

Após 55 dias, o cenário é bem diferente do discurso pregado pelo comandante carvoeiro. Cavalo comandou a equipe em 13 jogos pela Série B, com duas vitórias, sete empates e quatro derrotas com um aproveitamento de 33%. O técnico Doriva, que iniciou a temporada no clube, também comandou a equipe em 13 jogos e os números são melhores que do atual técnico: foram quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas, com aproveitamento de 42%. 

Gilson Kleina comandou a equipe em 14 jogos. Cavalo, que estará à frente do Criciúma contra o Oeste, também terá comandado a equipe em 14 confrontos. Mas seu aproveitamento não será o mesmo que Kleina, e sim melhor. Os números de Gilson são três vitórias, quatro empates e sete derrotas, com aproveitamento de 30%, ou seja, Cavalo já ultrapassou esses números com um jogo a menos. Mesmo que tenha saído com um resultado negativo, continuará com números melhores. 

Waguinho Dias comandou a equipe em cinco jogos e não conquistou nenhuma vitória, com duas derrotas e três empates e um aproveitamento de 13%. Já Wilsão esteve a frente do time carvoeiro em sete confrontos, venceu três partidas, empatou duas e perdeu outras duas: aproveitamento de 52%. 

Cavalo afirmou, após o empate diante do Paraná em 1 a 1 na última terça-feira, que a temporada começou de forma errada. “Temos mais um jogo para fazer, contra o Oeste, em Barueri. Quando começa errado dificilmente termina certo. A qualidade faz diferença. Tem que analisar o plantel, a maneira que foi montado. O Criciúma é muito grande e não dá para aceitar que esteja brigando na zona de rebaixamento. É um momento difícil, a torcida não deixou de ajudar. Criciúma é grande e não vai perder seu prestígio e sua camisa”, disse o comandante carvoeiro.  

Futuro em aberto

O time de Roberto Cavalo terá de secar Figueirense e Londrina para não cair ainda nesta rodada. O time paranaense é o primeiro a entrar em campo. Com 36 pontos, visita o São Bento, quinta-feira, dia 21. Uma vitória rebaixa o Tigre. Caso isto não aconteça, os criciumenses passam a secar o Figueirense, que enfrenta o CRB, sexta-feira, dia 22, em Maceió. Se o rival não perder, o Tigre estará rebaixado. 

Independente do resultado final, de rebaixamento ou permanência, Roberto Cavalo também não tem definido a sua permanência no comando técnico do Tigre. Isto dependerá de uma conversa com a diretoria e de uma avaliação do planejamento do clube. “Isso não foi conversado ainda. Até esse momento estávamos com convicção de permanência na Série B e com esse tropeço em casa dificulta mais, só por um milagre. Mas vamos lutar por esse milagre. Com uma vitória, faríamos um grande passo. Depende (renovação) o interesse do Criciúma e de um planejamento bom de trabalho, um time mais qualificado, senão não consegue buscar os resultados. Isso é futuro e não tem nada para resolver agora”, argumentou.

O próximo compromisso do Criciúma está marcado para sábado, dia 30, contra o Oeste em Barueri.