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O alto risco de não ter TV no Catarinense 2018

23
NOV
2017
| 14h24
14h24
Denis Luciano
Jornalista | Portal Engeplus
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Houve tempos, e não faz muito, que nem todo jogo do Criciúma tinha transmissão de TV. É hábito recente este de pagar uma mensalidade para assistir a todas as partidas do tricolor no conforto do sofá em casa ou no bar com os amigos. E essa rotina pode sofrer um duro golpe em 2018. É que estão em andamento as negociações para a venda dos direitos de televisionamento do Campeonato Catarinense da próxima temporada e há elevado risco de a transação não ser consumada.

“Ocorre que a oferta da TV está muito baixa, aquém daquilo que recebemos no último Estadual e que já foi pouco”, afirmou o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Rubens Angelotti. “Temos o risco sim de não contar com TV no ano que vem”, admitiu, enquanto visitava o CT do Criciúma na manhã desta quinta-feira. O dirigente reuniu-se com o presidente do Tigre, Jaime Dal Farra.

A oferta em discussão é da Rede Globo, o presidente Angelotti não menciona valores mas confirma que é inferior aos R$ 8,8 milhões pagos no último Catarinense. “Ocorre que eles não querem TV fechada, pois dizem que dá prejuízo. Assim sendo, se fecharmos com eles será só para jogos de TV aberta, com um jogo por rodada e transmitido para a praça”, sinalizou Angelotti, reforçando que é grande o risco de o Criciúma, por exemplo, não ter todos os seus jogos na tela da TV no ano que vem.

Mas as negociações prosseguem, e a FCF deu à Globo até o dia 30 como prazo limite para uma proposta final. “Caso não dê certo já estamos pensando em outras alternativas, como um pool de TV aberta com RIC Record e SBT e oferecendo em TV fechada para a Fox, Esporte Interativo ou ESPN”, referiu o presidente. “E temos ainda a opção de transmissão via internet em estudo, mas isso requer um investimento e uma estrutura que talvez não tenhamos tempo de fazer até o campeonato”, observou.

Outra preocupação do dirigente é que a falta de um recurso de televisão poderá agravar a já difícil situação econômica de muitos times. “Os grandes, que disputam o Campeonato Brasileiro, como Chapecoense, Avaí, Figueirense e Criciúma, contam no Nacional com um amparo razoável da TV, mas e os menores, que dependem do dinheiro do Estadual para se manter?”, indagou, mencionando os casos de Concórdia, Hercílio Luz, Inter de Lages, Atlético Tubarão e Brusque. O Joinville, que está na Série C do Brasileiro, já anunciou uma redução drástica nos seus investimentos para a próxima temporada.

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