InternetData CenterAssinante

O dia em que o futebol virou caso de polícia

Por Denis Luciano Em 25/02/2008 às 07:48

A entrada de uma bomba caseira no estádio Heriberto Hülse foi o principal fato da partida que prometia ser a decisão do primeiro turno do Campeonato Catarinense. Em campo, os resultados fizeram com que nem Criciúma nem Avaí comemorassem o título do primeiro turno. Deu Figueirense. Fora de campo, "torcedores" proporcionaram um absurdo com jeito de vexame e de barbárie. Com a falha intervenção das forças de segurança.

O Criciúma fez a sua parte, pôs a sua segurança a trabalhar, como de hábito. A Polícia Militar, com a sua postura de revistar por amostragem, não foi eficaz e a sua falha permitiu o ingresso de um artefato explosivo no estádio. Enquanto o comando da PM insiste em dizer que todos foram revistados, os depoimentos são claros: torcedores do Avaí ingressando no estádio com mochilas nas costas, sem qualquer espécie de revista, enquanto até crianças torcedoras do Criciúma eram minuciosamente revistadas.

Outra falha: explodiu a bomba e logo após o jogo foi encerrado. Neste momento, ao invés de manter dentro do estádio a torcida do Avaí, fez-se o contrário. Liberou-se a torcida visitante, de onde comprovadamente havia partido a bomba. Ou seja, o criminoso dono da bomba saiu ali, naquele instante, aos olhos das autoridades. A falha foi logo notada, tanto que foi necessário o Ministério Público intervir e ordenar que os ônibus fossem retidos no Batalhão da Polícia Militar. Esse transtorno e as batalhas campais pós-jogo nos arredores do Heriberto Hülse teriam sido evitadas se a torcida visitante fosse mantida no estádio.

Por uma sucessão de falhas, Criciúma x Avaí virou caso de polícia.